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Jovem de 24 anos cria startup de hotéis de US$ 5 bi em 5 anos

Ontem, a empresa anunciou a captação de US$ 1 bilhão com SoftBank Vision Fund, Sequoia Capital e outros investidores para financiar expansões em países como a China

Encontrar hotéis limpos e acessíveis na Índia pode ser um pesadelo para o viajante. Muitas vezes, o que parece bom na internet é, na realidade, um quarto infestado de baratas em um prédio em ruínas em que a água precisa ser levada em baldes até o banheiro.

A solução de Ritesh Agarwal é um aplicativo de reservas de quartos que promete publicidades verdadeiras e hotéis de marca que não oferecem surpresas desagradáveis. A rede que ele criou em 2013, a Oyo Hotels, já é a maior da Índia, um caótico mercado avaliado em US$ 4,5 bilhões, segundo a empresa de pesquisas Hotelivate, com sede em Nova Déli.

Agora Agarwal está internacionalizando seu modelo de franquia, que combina um website para reservas com um leque completo de serviços para pequenos hotéis que querem elevar o nível. Ontem, a empresa anunciou a captação de US$ 1 bilhão com SoftBank Vision Fund, Sequoia Capital e outros investidores para financiar expansões em países como a China, onde a Oyo abriu em novembro. Na semana passada, a empresa começou a operar no Reino Unido, levando o negócio pela primeira vez para um mercado desenvolvido.

“Em 2023 seremos a maior rede de hotéis do mundo”, disse o fundador, de 24 anos, em entrevista recente, em um hotel da Oyo, nos arredores de Nova Déli, onde está localizada a sede da empresa. “Queremos converter ativos quebrados e sem marca de todo o mundo em espaços de melhor qualidade.”

A Oyo emprega centenas de funcionários que trabalham avaliando propriedades segundo 200 quesitos que vão da qualidade dos colchões e dos lençóis até a temperatura da água. Para conseguir o anúncio, juntamente com uma placa vermelha brilhante da Oyo para pendurar na porta como uma espécie de selo de aprovação do serviço, a maioria dos hotéis precisa concordar com uma reformulação que normalmente demora cerca de um mês. A Oyo, então, fica com 25 por cento de cada reserva. Os quartos custam de US$ 25 a US$ 85.

“A Oyo está avançando com tudo para construir uma base bem grande de parcerias com hotéis para se tornar uma marca de confiança”, disse Mrigank Gutgutia, analista da RedSeer Management Consulting. “O modelo de aplicativo deles funciona bem porque os viajantes preocupados com o preço que pesquisam por endereço gostam de sentir que têm bastante opção.”

Agarwal não informou números de vendas, mas disse que o número de transações triplicou no ano passado e que 90 por cento delas são oriundas de viajantes recorrentes — e sem investimento em publicidade. Atualmente há 10.000 hotéis em 160 cidades indianas com mais de 125.000 quartos listados no website, disse. O número representa cerca de 5 por cento do total de quartos da Índia, segundo estimativas da RedSeer. Quer investir melhor o seu dinheiro? Abra uma conta na XP Investimentos.

O financiamento anunciado na terça-feira pela Oyo avalia a empresa em US$ 5 bilhões, segundo uma pessoa a par do negócio, que pediu para não ser identificada. O número transforma a startup na segunda mais valiosa da Índia, atrás da One97 Communications, proprietária da Paytm, uma empresa de pagamentos digitais que tem apoio financeiro da Berkshire Hathaway de Warren Buffett.