Jobim diz que rotas aéreas de baixa frequência poderão ser licitadas pelo governo

Ministério da Defesa pretende ampliar a malha aérea do país, que está limitada às principais cidades e à faixa costeira

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SÃO PAULO – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou nesta terça-feira (14) que o governo brasileiro poderá licitar rotas de baixa frequência, com o objetivo de ampliar a malha aérea e expandi-la para o interior e para o continente africano. Segundo ele, a proposta já foi encaminhada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Jobim afirmou que haverá uma mudança “no que diz respeito às linhas de média e baixa densidade. Rotas de alta densidade continuam com liberdade total. Mas queremos fazer uma licitação das outras rotas, outorgando uma exclusividade durante um período aos vencedores para criar mercado”, declarou ele, no Rio de Janeiro, durante a feira de aviação e defesa LAAD (Latin America Aeroespace & Defense). A exclusividade seria autorgada para quem oferecesse menores tarifas.

Espera-se também que sejam realizados voos para o continente africano, já que atualmente todos eles são operados por empresas da África do Sul e da Angola, de acordo com Jobim.

Investimentos

O ministro também reiterou que R$ 325 milhões serão investidos na modernização dos aeroportos do país, com maior montante destinado às regiões Norte e Nordeste.

Ademais, os projetos e orçamentos do Ministério não sofrerão cortes por conta da crise mundial global, já que contam com financiamento externo e não são de curto prazo. “O plano estratégico de defesa é de médio e longo prazo. E a crise econômica, esperamos, será de curto prazo”, considerou ele.

GOL e TAM

Com o mercado avaliando estas informações, as ações da GOL (GOLL4) contrariaram a tendência negativa do Ibovespa e terminaram o pregão com alta de 2,85%, cotadas a R$ 7,59. Já os ativos da TAM (TAMM4) sofreram desvalorização de 0,36%, valendo R$ 16,70.