Energia

Jirau se consolida como terceira hidrelétrica que mais gera energia no Brasil

A usina de Jirau registrou ontem um novo recorde de geração, com a marca de 2.031,09 MW médios

Por  Estadão Conteúdo

A usina hidrelétrica de Jirau, localizada no Rio Madeira, em Rondônia, se consolidou neste ano como a terceira maior hidrelétrica do País em volume de energia produzida. Desde janeiro, em apenas 20 oportunidades Jirau produziu menos do que a usina de Xingó, no Rio São Francisco. As duas maiores unidades geradoras do País são Itaipu e Tucuruí. Atrás de Jirau aparecem as usinas de Xingó, Paulo Afonso IV, Santo Antônio, Ilha Solteira, Estreito e Porto Primavera.

A usina de Jirau registrou ontem um novo recorde de geração, com a marca de 2.031,09 MW médios. A capacidade instalada da hidrelétrica neste momento é de 2.250 MW, a partir das operações de 30 turbinas, segundo o gerente de Engenharia da usina, Luis Fea Barbosa.

Além das turbinas já em fase de operação comercial, há um equipamento em fase de teste e duas turbinas em fase de comissionamento. A expectativa dos responsáveis pelo projeto de Jirau é de que até o início de junho 33 turbinas estejam em fase comercial. Esse é o número considerado necessário para que a unidade alcance a energia assegurada da hidrelétrica.

A empresa espera que, em dezembro, outras nove turbinas tenham entrado em operação e, com isso, Jirau já tenha 42 unidades geradoras em atividade. Alcançada essa marca, 22 turbinas terão iniciado operação apenas em 2015, ampliando a capacidade de geração instalada no Brasil em 1.650 MW. Jirau responderá, dessa forma, por 45% da expansão hidrelétrica esperada para 2015, no total de 3.680 MW.

A previsão é de que a 50ª e última turbina do complexo comece a gerar energia no segundo semestre de 2016. Com isso, a usina atingirá a capacidade 3.750 MW, suficiente para abastecer mais de 10 milhões de residências.

Representatividade

Com a entrada de novas unidades no decorrer do mês, a companhia projeta que Jirau atingirá uma geração de 1.779 MW médios em maio. O número, contudo, depende do Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável por estabelecer o volume a ser gerado por cada usina do País. “Hoje já temos capacidade de gerar mais”, disse Fea.

Para os meses de junho e julho, o executivo projeta que a geração possa se manter em aproximadamente 2.400 MW médios. Com isso, a participação da usina no total de energia a ser gerada na região Sudeste atingirá quase 10%. Em maio, esse número deve ficar em 7,1%, acima dos 4,4% reportados em abril.

A usina de Jirau é um empreendimento gerenciado pela Energia Sustentável do Brasil, sociedade de propósito específico (SPE) integralmente detida pela ESBR Participações. A holding tem como acionistas a GDF Suez, com 40%, e Chesf, Eletrosul e Mitsui, com 20% de participação cada.

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