JBS porto seguro, cautela com BRF, Marfrig e Minerva: as visões do BBI para proteínas

Em destaque, o banco cortou o preço-alvo para BEEF3 pela metade e manteve recomendação neutra para ela, para BRFS3 e MRFG3

Equipe InfoMoney

Carnes assam em churrasqueira (Foto: Pexels/Gonzalo Guzman)
Carnes assam em churrasqueira (Foto: Pexels/Gonzalo Guzman)

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O Bradesco BBI reiniciou a cobertura e revisou suas estimativas para o setor de proteínas, destacando que, em busca de um porto seguro, JBS (JBSS3) é a sua preferência. “Estamos revisando a cobertura do setor de proteínas. “Em um setor historicamente pró-cíclico, favorecemos ações que combinem sólida dinâmica de lucros, valuations atraentes e balanços sólidos”, avalia o banco.

No caso da JBS, que é o destaque, o banco tem um aumento de 10% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) esperado pelo consenso para 2024 e, mesmo considerando margens de aves mais fracas em 2025 e um câmbio (real) mais forte, as ações são negociadas com um desconto injustificado de 7% em relação ao EV (valor da empresa) sobre o Ebitda médio do setor em 2025, além de um desconto de 39% no múltiplo P/L esperado para 2025.

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A recomendação do BBI para JBSS3 é outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e o preço-alvo para o final de 2025 foi elevado de R$ 35 para R$ 43,00 por ação, o que implica um potencial de valorização de 38%.

Já com relação à BRF (BRFS3), o BBI ressalta que o recente desempenho positivo da dona da Sadia e Perdigão destaca o ciclo favorável para o setor avícola e um impressionante processo de recuperação. “Estamos 11% acima da estimativa de consenso para o Ebitda de 2024, o que indica que a dinâmica dos lucros está claramente a favor da empresa. No entanto, à medida que os ventos favoráveis do ciclo eventualmente diminuírem, a falta de visibilidade sobre onde as margens de longo prazo se estabilizarão, nos impede de adotar uma visão mais otimista sobre as ações após um desempenho de mais de 143% nos últimos 12 meses”, avalia o BBI. Portanto, a recomendação para BRFS3 agora é neutra, e o preço-alvo para o final de 2025 é de R$ 22,00 por ação.

Quanto à Marfrig (MRFG3), ela se beneficiou do desempenho mais forte da BRF, uma vez que detém 50,49% da companhia. No entanto, o banco acredita que as margens da carne bovina nos EUA continuarão sob pressão, resultando em múltiplos mais elevados pelo menos até 2026. Portanto, a recomendação para a Marfrig segue neutra, com um novo preço-alvo para R$ 15,00 (ante R$ 18,00) por ação para o final de 2025.

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Enquanto isso, a tese de Minerva (BEEF3) está relacionada ao processo de integração após a aquisição dos ativos da Marfrig na América Latina. “Embora o upside possa ser relevante, a visibilidade sobre o ritmo de desalavancagem permanece bastante baixo”, apontam os analistas. A recomendação para a Minerva também segue neutra, com um novo preço-alvo caindo pela metade, de R$ 16,00 para R$ 8,00 por ação para o final de 2025.