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JBS nega que tirará sede do Brasil, Marfrig confirma oferta de ações que pode movimentar R$ 3,3 bi e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (9)

O noticiário corporativo desta segunda-feira (9) tem como destaque a notícia de que a JBS pretende listar os seus ativos internacionais nos Estados Unidos; a empresa negou que o objetivo seja a mudança de sede ou qualquer outra manobra de natureza tributária, mas “trazer mais valor dos ativos aos acionistas”.

A CCR fará uma emissão de debêntures no valor de R$ 800 milhões, enquanto a operadora Oi, em recuperação judicial, protocolou pedido para que a supervisão judicial não seja encerrada em 4 de fevereiro do próximo ano.

JBS (JBSS3)

A JBS informou que realiza estudos para “uma possível listagem nos EUA dos seus ativos internacionais”. Segundo a empresa, uma das maiores produtoras de proteína animal do mundo, o objetivo da listagem em Nova York é “obter uma estrutura de capital que lhe permita concorrer em condições de igualdade com seus competidores internacionais”.

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A JBS negou que a listagem nos Estados Unidos tenha como objetivo tirar a sede da empresa do Brasil ou realizar alguma manobra no exterior para a “obtenção de benefícios tributários”. A companhia afirmou em comunicado à CVM que a sede continuará em São Paulo.

GOL (GOLL4)

A Gol Linhas Aéreas propôs reorganização societária com a migração da base acionária da Smiles. Segundo a proposta, cada acionista poderá trocar ação ON por 0,6319 ações PN e R$ 16,54; ou 1 (uma) Smiles ON por 0,4213 PN Gol e R$ 24,80. A assembleia da Smiles para discutir o assunto foi marcada para o dia 2 de março de 2020.

A proposta ainda precisa ser aprovada pelos acionistas, mas os analistas do Bradesco BBI esperam que a Smiles deva ter um rali para R$ 39 a R$ 40.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig confirmou que fará uma oferta primária de ações que deverá corresponder a R$ 3,3 bilhões, incluindo um lote secundário que é detido pelo BNDES, o qual possui 33,74% da empresa. A operação, comunicada em fato relevante à CVM no dia 6, foi confirmada no dia 7 pela empresa alimentos.

O processo de bookbuilding e o roadshow de apresentação aos acionistas começam hoje e irão até o dia 17.

A Marfrig informou que os recursos obtidos com a venda primária serão usados para pagar dívidas, enquanto os da secundária, por serem do banco estatal BNDES, se destinarão ao Estado brasileiro.

CCR (CCRO3

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O Conselho de Administração da concessionária CCR aprovou a emissão de debêntures no valor de R$ 800 milhões, informou a empresa à CVM. Será a décima segunda emissão de debêntures da empresa, não conversíveis em ações e com prazo de seis anos para resgate a partir da emissão, marcada para 16 de dezembro deste ano.

Cada debênture terá valor unitário nominal de R$ 1 mil. Atualmente, o grupo CCR tem a concessão de mais de 3 mil quilômetros de rodovias no Brasil, além das linhas 4 e 5 do Metrô de São Paulo e do Metrô de Salvador.

Oi (OIBR3;OIBR4)

A operadora de telefonia Oi informou que pediu à sétima Vara Empresarial do Rio de Janeiro que a supervisão judicial sobre as empresas Oi não termine em 4 de fevereiro de 2020, quando a recuperação judicial do grupo completa dois anos.

Segundo a empresa, a medida não trará nenhuma mudança ao plano de recuperação judicial em curso. “O não encerramento da recuperação judicial permitirá que as empresas Oi continuem a executar com transparência e estabilidade o seu plano de recuperação judicial e manterá as empresas Oi focadas na melhoria da qualidade voltada aos seus clientes”, informou em comunicado à CVM.

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)

As Lojas Americanas e a B2W fizeram uma apresentação para os investidores que foi avaliada positivamente pela Corretora Bradesco BBI.

Segundo a Bradesco, as duas empresas avançam na integração entre as lojas físicas e as vendas digitais e desenvolvem bem uma cultura de tecnologia comum, que poderá auxiliar na obtenção das metas das empresas.

A Americanas informou que pretende abrir mais 7 centros de distribuição, o que elevará o total a 22 até o final de 2020. Os centros de distribuição são vitais na entrega das mercadorias aos consumidores que compram pela Internet.

Linx (LINX3)

A Linx, empresa de software para comércio eletrônico, realizou um evento de apresentação de novas plataformas para o varejo e possui boas perspectivas de crescimento para 2020, informou o Itaú BBA.

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Segundo o banco, a Black Friday brasileira de 2019 gerou uma expectativa positiva na base de clientes da Linx: enquanto o crescimento das vendas nas lojas físicas foi de 16%, as vendas on-line tiveram uma expansão superior, de 24%. A Itaú projeta um crescimento ao redor de 10% para a empresa em 2020.

 

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