Publicidade
A JBS divulgou seu balanço do segundo trimestre de 2026. O frigorífico reverteu lucro do mesmo período do ano passado e teve prejuízo líquido de US$ 102 milhões. Já a receita líquida foi recorde de US$ 23,9 bilhões, o que representa crescimento de 14% na comparação com o mesmo período de 2025.
Destaques do balanço
- Ebitda ajustado: US$ 1,43 bilhão – projeção: US$ 1,44 bilhão
- Lucro líquido: prejuízo de US$ 102 milhões – projeção: lucro de US$ 379 milhões
- Receita líquida: US$ 23,9 bilhões – projeção: US$ 22,9 bilhões
Entre abril e junho, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA, na sigla em inglês) ajustado alcançou US$ 1,257 bilhão. Segundo a companhia, a maior parte das unidades de negócio apresentou melhora sequencial da rentabilidade, mesmo com os desafios ainda enfrentados pela indústria de carne bovina nos Estados Unidos.
Leia mais:
- Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira
- Temporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho
“Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas. Apesar das diferentes condições de mercado ao redor do mundo, nossas equipes operacionais mantiveram o foco em execução, eficiência e alocação disciplinada de capital”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.
A empresa também destacou a manutenção de uma estrutura financeira considerada robusta. A alavancagem líquida encerrou o trimestre em 3,10 vezes, enquanto o prazo médio da dívida permaneceu superior a 15 anos, com custo médio de 5,7% ao ano.
“Temos uma estrutura de capital sólida e liquidez adequada para atravessar os diferentes ciclos de nossas operações. O foco permanece na maximização do retorno dos investimentos já realizados”, disse Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS.
O fluxo de caixa livre ficou positivo em US$ 130 milhões, representando uma melhora de US$ 185 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025. O avanço foi atribuído a iniciativas de gestão de capital de giro, incluindo desconto de recebíveis, adiantamentos de clientes ligados às exportações brasileiras e evolução da conta de fornecedores.
De acordo com a companhia, os resultados do período evidenciam os benefícios de sua plataforma operacional diversificada. O desempenho de aves, suínos e operações internacionais ajudou a compensar a pressão observada no segmento de carne bovina da América do Norte.
Continua depois da publicidade
Na JBS Beef North America, a receita líquida atingiu o recorde de US$ 7,8 bilhões no trimestre, alta de 14,2% frente ao mesmo período de 2025. O resultado foi sustentado por preços da carne bovina em níveis historicamente elevados e pela demanda resiliente dos consumidores norte-americanos.
Apesar disso, o aumento no custo dos bovinos superou a valorização da carne, mantendo os spreads pressionados. A unidade registrou EBITDA ajustado negativo de US$ 100 milhões, mas apresentou melhora em relação ao resultado negativo de US$ 264 milhões observado um ano antes. A companhia informou que continuou focada em eficiência operacional, ganhos de rendimento e maximização de valor.
A Pilgrim’s Pride somou receita líquida de US$ 4,6 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 360 milhões, com margem EBITDA de 7,8%. A demanda por carne de frango permaneceu firme nos Estados Unidos, Europa e México, enquanto a rentabilidade nos EUA avançou em relação ao primeiro trimestre graças a ganhos de produtividade, modernização das plantas e maior eficiência operacional.
Continua depois da publicidade
A empresa destacou ainda que o segmento de alimentos preparados continuou registrando crescimento de vendas e margens, movimento liderado pelo desempenho da marca Just Bare.
A JBS Brasil alcançou receita líquida recorde de US$ 4,6 bilhões, avanço de 28% sobre o segundo trimestre de 2025. O EBITDA ajustado chegou a US$ 273 milhões, alta de 22,1%, mesmo diante do aumento de 12% no preço médio do gado. A margem EBITDA foi de 5,9%.
Segundo a companhia, o desempenho da operação brasileira foi impulsionado pelas exportações, com aumento de preços e volumes. A estratégia de diversificação de mercados ajudou a sustentar os resultados, enquanto, no mercado doméstico, a empresa manteve foco em clientes-chave, na ampliação do portfólio de produtos de valor agregado e no fortalecimento da execução comercial.
Continua depois da publicidade
A Seara também apresentou crescimento. A unidade registrou receita líquida de US$ 2,5 bilhões, alta de 18,2% na comparação anual, e volume superior a 1 milhão de toneladas no trimestre. O EBITDA ajustado totalizou US$ 315 milhões, com margem EBITDA de 12,3%, apoiada pelo crescimento dos volumes, eficiência operacional e expansão comercial nos mercados interno e externo.
Entre as demais operações, a JBS USA Pork registrou receita líquida de US$ 2,1 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 184 milhões, crescimento de 38% em relação ao ano anterior, com margem de 8,9%. Já a JBS Austrália alcançou receita de US$ 2,6 bilhões, avanço de 30% sobre o segundo trimestre do ano passado, enquanto o EBITDA ajustado chegou a US$ 218 milhões e a margem EBITDA ficou em 8,5%, sustentados por preços e volumes mais elevados e por um portfólio diversificado entre carne bovina, suínos, alimentos preparados e salmão.