JBS, Eletrobras e Usiminas caem forte; Fibria sobe 5%; veja destaques

Ações do JBS começaram a cair forte após a interdição de unidade em MT; outra empresa do setor, Marfrig completa 3º dia de forte queda
(Divulgação JBS Friboi)
(Divulgação JBS Friboi)

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SÃO PAULO – Dia instável na BM&FBovespa, com o Ibovespa invertendo sinal diversas vezes antes de fechar a quarta-feira (5) com alta de 0,20%, aos 57.678 pontos. Puxando esse movimento estavam as ações da Fibria (FIBR3), com alta de 4,89%, aos R$ 23,60. Enquanto isso, os papéis da JBS (JBSS3) despencaram 6,74% e lideraram as perdas, terminando a R$ 5,26. 

O frigorífico se mostrou bastante pressionado após a Justiça do Trabalho interditar a caldeira e o sistema de refrigeração da unidade da empresa em Juruena, no Mato Grosso, fazendo com que o papel entrasse no campo negativo no início da tarde. Caso descumpra a determinação, a empresa tera de pagar uma multa fixada em R$ 500 mil. O papel da empresa chegou a operar em alta de 1,60% pela manhã, antes de reverter para o campo negativo

Marfrig despenca após precificação
O JBS se juntou com outra empresa do setor entre as maiores perdas do Ibovespa: ao Marfrig (MRFG3). Após o anúncio da precificação das ações a um montante cerca de 13% menor que o valor de mercado do último fechamento, as ações da companhia estendendem a queda de 15,50% do pregão anterior e terminaram o dia com perdas de 2,76%, aos R$ 8,80. Os papéis acumulam perdas de 25,61% nos últimos quatro pregões. 

Com o primeiro negócio sendo realizado às 10h57 (horário de Brasília), após terem ficado em leilão até este horário, os papéis do frigorífico abriram com recuo de 9,83%, negociados a R$ 8,16, chegando a apresentar queda de 10,50% minutos depois. Os papéis saíram ao preço de R$ 8,00 cada, bem abaixo dos R$ 9,05 registrados no último fechamento. Foram negociadas 131,25 milhões de ações ordinárias, em uma oferta que movimentou R$ 1,05 bilhão, levemente abaixo das pretensões da companhia, que pretendia levantar R$ 1,1 bilhão.

Fibria já subiu 12% em três dias
As ações da Fibria (FIBR3) estão despontando positivamente nesta semana: apresentam alta acumulada de 12,33%, atingindo os R$ 23,60. Esse movimento é muito superior ao Ibovespa, cujos ganhos semanais são de 0,33%.

Os papéis da empresa de papel e celulose acompanham os da sua principal rival, a Suzano (SUZB5), que subiu 1% nesta quarta, atingindo os R$ 7,04 – alta acumulada de 10,87% nesta semana. Por trás disso tudo, a expectativa de que a Suzano venha a elevar os preços de celulose, segundo informações apuradas pela Bloomberg. “Como as duas seguem juntas, a Fibria vai na esteira da Suzano”, avisa Henri Evrard, analista da Infinity Asset.

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Se as duas seguem juntas hoje, nem sempre esse foi o caso. Embora correlacionadas neste momento, ambas possuem ganhos bastante diferentes no ano: a Fibria sobe 70% e a Suzano avança apenas 4%. Ambas as empresas possuiam valor de mercado muito similar no início do ano, já que as duas valiam cerca de R$ 7,7 bilhões.

Com a alta de 12% nesse período, a empresa salta cerca de R$ 1,43 bilhão de valor de mercado, levando o valor de mercado para R$ 13,06 bilhões. É uma alta, em termos absolutos, bem mais forte que a Suzano, cujos ganhos de 10% representam cerca de R$ 800 milhões. A segunda empresa mais valiosa do setor é a Klabin (KLBN4), com valor de mercado de R$ 11 bilhões.

MMX: depois da euforia, o desânimo
Depois de dispararem nas duas últimas sessões, os papéis da MMX Mineração (MMXM3) tiveram queda de 4,58% nesta sessão, terminando o dia aos R$ 3,75. Isso ocorre após a empresa anunciar um aumento de capital de R$ 1,36 bilhão através de subscrição de ações, e o acionista controlador, Eike Batista, se comprometeu em comprar todas as ações caso não forem subscritas. Uma injeção como essa pode diluir consideravelmente aos acionistas, o que mantém os analistas do Barclays com uma visão cautelosa para a empresa. 

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“Mantemos cautela com as ações da MMX, devido a alta incerteza nos projetos econômicos da empresa, e preferimos nos expor ao setor de mineração pelos papéis da Vale (VALE3; VALE5)”, comentaram Leonardo Correa, Pedro Grimaldi e Luiz Fornari.

Diante da expectativa de que novas ações da MMX entrem no mercado, os analistas do Barclays ajustaram o preço-alvo dos papéis para 2013, que passaram de R$ 7,00 para R$ 5,00 – o que configura um potencial de valorização de 33,33% em relação ao fechamento desta quarta, enquanto mantiveram a recomendação das ações em manutenção.

Além disso, outro ponto destacado por eles é o atraso para a construção do porto. A entrada da operação do Porto Sudeste está programa para o último trimestre de 2013, mas inicialmente a estimativa era para o segundo trimestre. “Nós vemos isso como um sinal negativo para a empresa, especialmente considerando as obrigações com os acionistas de títulos”, disseram os analistas. 

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Declaração do presidente derruba ação da Usiminas
Contrariando o bom momento que as ações da Usiminas (USIM3, USIM5) têm vivido na bolsa, os papéis registram forte queda neste pregão após declarações pessimistas do presidente da companhia, Julián Eguren. O ativo USIM3 teve perdas de 4,98%, aos R$ 13,16, enquanto o USIM5 recuou 5,54%, aos R$ 12,27. Esse movimento ocorre após ambas classes de ações já terem valorizado mais de 20% nos últimos 30 dias.

Segundo analistas da Ativa, essa forte queda é influenciada pelas projeções mais pessimistas de Eguren para o último trimestre deste ano. Em reunião da Apimec (Assossiação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), ele disse que as vendas nos últimos meses do ano não terão uma melhora significativa.

“Os investidores esperavam uma melhora boa, até mesmo voltando ao lucro”, afirma a equipe da Ativa. Com essa nova informação das vendas, e assumindo poucas mudanças no preço praticado pela empresa, é provável que a companhia continue a mostrar prejuízo no quarto trimestre. 

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Eletrobras continua rali negativo
As ações da Eletrobras (ELET3, ELET6) voltam a despontar como as maiores perdas nesta quarta, com o mercado digerindo os valores extras das indenizações previstas para serem pagos pelos ativos dela. A empresa aderiu à renovação antecipada dos ativos que teriam vencimentos previstos a partir de 2015. Os ativos ELET3 registraram recuo de 5,48%, sendo negociados a R$ 6,90, enquanto os preferenciais ELET6 desvalorizaram 3,81%, a R$ 9,09.

Para o analista da Futura Investimentos, Luis Gustavo Pereira, em meio ao cenário de degradação dos papéis, que já acumulam desvalorização de mais de 50% no ano, as ações dão continuidade às perdas refletindo as estimativas sobre o valor adicional a ser pago pelas indenizações.  “Os valores das indenizações adicionais previstos pela companhia estão entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, quando o esperado pelo mercado era em torno R$ 6 bilhões”, explica o analista.