JBS e Marfrig negam acusações; Usiminas vai elevar preços do aço e outras 4 notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta terça-feira

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SÃO PAULO – Além da tensão política, entre delação e rumores de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai aceitar proposta de ministério no governo Dilma, o noticiário corporativo seguiu movimentado nesta terça-feira (15). Nos destaques, as três empresas citadas na delação de Delcídio do Amaral – JBS, Marfrig e BTG -, além de notícia de que Usiminas vai elevar preços e que a Delta não tem planos de elevar a participação na brasileira Gol, como vinha sendo especulado pelo mercado. Confira abaixo os principais destaques do after market da Bovespa: 

Usiminas 
A Usiminas (USIM5) disse que pretende elevar o preço que cobra de seus distribuidores em linha com os padrões internacionais. A empresa confirmou a informação em e-mail enviado à Bloomberg. Mais cedo, uma fonte disse à Reuters que a siderúrgica pretendia elevar os preços em até 10%. 

Marfrig
A Marfrig (MRFG3) disse que José Carlos Bumlai jamais foi contratado para prestar ou prestou qualquer serviço de assessoria para a Marfrig, segundo e-mail de resposta a perguntas da Bloomberg. Segundo a empresa, Bumlai jamais foi contratado para negociar empréstimos em nome da Marfrig. O único relacionamento existente entre a empresa e Bumlai foi, no passado, de fornecimento de gado para a companhia, disse a Marfrig.  Em delação premiada, Delcídio do Amaral disse que Bumlai influenciou obtenção de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a companhia.

JBS
O grupo JBS (JBSS3) também voltou a ser ligado aos esquemas de corrupção. Em delação, Delcídio disse que o frigorífico foi um dos maiores doadores em esquema para liberação de crédito do BNDES. De acordo com Delcídio, José Carlos Bumlai foi um dos intermediadores para que o banco de fomento liberasse crédito para a Friboi.

A companhia respondeu à Bloomberg sobre as acusações e afirmou que Bumlai nunca intermediou operações com o BNDES e que ele consta no cadastro de fornecedor apenas de outras empresas. “Bumlai nunca representou a companhia ou prestou serviços”, disse a JBS.

BTG Pactual
O 
BTG Pactual (BBTG11) “reafirmou sua absoluta confiança na lisura da negociação acerca da compra de 50% dos ativos da Petrobras na África”, segundo comunicado enviado por e-mail. O banco foi citado em delação de Delcídio do Amaral (para conferir o trecho, clique aqui). Segundo o banco, a proposta de US$ 1,5 bilhão por metade dos ativos foi “a mais alta e considerada justa pelo assessor financeiro contratado pela Petrobras, Standard Chartered Bank”.  

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“Tendo sido sua a melhor proposta apresentada no trâmite licitatório, restou evidente que correspondeu a preço justo, valor este, aliás, que foi referendado por um laudo de avaliação independente emitido por um banco internacional (Standard Chartered) de reconhecida reputação e experiência no setor e local de atuação da Petrobras Oil and Gas B.V.”, disse o banco em e-mail. A operação foi aprovada por unanimidade pelo conselho da Petrobras em junho de 2013, quando Maria das Graças Foster acumulava Diretoria Internacional da empresa.

O banco ainda enviou uma nota de esclarecimento ao InfoMoney, leia na íntegra abaixo:

“O BTG Pactual esclarece que não é, e nunca foi, mantenedor do Instituto Lula. O Banco tem como política realizar doações para entidades socioculturais sem fins lucrativos, como fundações educacionais, orquestras, museus e entidades filantrópicas.

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O BTG Pactual fez, em 2014, sua única doação para o Instituto Lula, mesmo valor, aliás, destinado à Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso no biênio 2010/2011. O valor doado a esses dois institutos representa menos de 2 % cada do total de doações realizadas pelo banco desde 2010.

O banco também fez doações para a Fundação Estudar, Insper Engenharia, Parceiros da Educação, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) no Rio de Janeiro, Museu Judaico, Conservation International Brasil, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e Museu de Arte de São Paulo (Masp), entre outras instituições.

O BTG Pactual contratou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., para realizar uma palestra no ano de 2011 e duas palestras em 2013. Essas palestras foram realizadas no âmbito do evento internacional LatAmCEO Conference em Nova Iorque e Londres, nas quais ele falou para cerca de 300 investidores em cada uma delas. Os valores desembolsados pelas palestras foram compatíveis com a relevância dos eventos realizados e não se afastam da faixa de valores usualmente cobrados por ex-presidentes de outros países.

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Nesses eventos, o BTG Pactual usualmente convida ex-presidentes para fazer palestras. Já participaram, entre outros, Nicolás Sarkozy (França), Cesar Gaviria (Colômbia), Alan Garcia (Peru), Álvaro Uribe (Colômbia) e Sebastián Piñera (Chile).”

Gol
O diretor-geral da norte-americana Delta Air Lines para o Brasil, Luciano Macagno, disse nesta terça-feira que a companhia aérea não tem planos de elevar a participação na brasileira Gol (GOLL4) no momento apesar da medida provisória que autorizou o aumento do limite do capital de estrangeiros em aéreas do país para 49%. 
“Não precisamos de mais investimentos para fazer com a Gol o que a gente quer fazer”, disse Macagno em evento do setor. Além de acionista da Gol, a Delta tem acordo de compartilhamento de voos com a aérea brasileira.

Segundo ele, a intenção da Delta é fortalecer a parceria com a Gol, mas em termos comerciais, tomando medidas para se aproximar do passageiro brasileiro e melhorar a comunicação. Ele ressaltou, por exemplo, que nem todo passageiro da Gol com o programa de fidelidade Smiles nível diamante sabe que é reconhecido como cliente diamante da Delta no resto do mundo, entre outros benefícios.

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Kroton
A Kroton (KROT3) não vê espaço para queda das margens de lucro em 2016, mesmo diante de um cenário econômico adverso, enquanto projeta base de alunos no primeiro semestre estável, disse o diretor-presidente da companhia de educação, Rodrigo Galindo, nesta terça-feira.

“Obviamente, se a gente tivesse um cenário menos difícil, certamente haveria espaço para melhoria de margens. A gente tem conforto de que consegue neutralizar os efeitos adversos do cenário econômico na linha do Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização)”, afirmou o executivo.

A Kroton terminou dezembro com 1,02 milhão de alunos de ensino superior, redução de 3,8% ante o trimestre imediatamente anterior e alta de 3,7% sobre o quarto trimestre de 2014.

Gerdau
A Gerdau (GGBR4) não fez provisões financeiras sobre eventuais perdas decorrentes da operação Zelotes, que investiga fraudes relacionadas ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e o suposto pagamento de propina para a edição de medidas provisórias. O diretor financeiro da Gerdau, Harley Scardoelli, disse a jornalistas que a empresa nega as acusações de que teria tentado sonegar até R$ 1,5 bilhão e afirmou que a companhia agiu com respaldo na legislação.

A Gerdau tinha programado a divulgação de seu resultado de quarto trimestre para 1º de março, mas acabou adiando a publicação do balanço para esta terça-feira. Na ocasião, a empresa afirmou que precisava do tempo adicional para analisar os autos que envolveram a companhia na sexta fase da Zelotes. No balanço divulgado nesta terça-feira, a Gerdau afirma que entende que não é possível prever o resultado da operação Zelotes e por isso avalia que “não existe informação suficiente para determinar se uma provisão para perdas é requerida ou divulgar qualquer contingência”.

A companhia divulgou mais cedo prejuízo líquido de 3,17 bilhões de reais para o quarto trimestre, impactado por perdas contábeis relacionadas à queda no valor de ativos de 3,1 bilhões de reais. Em termos ajustados, a Gerdau teve prejuízo líquido de 41 milhões de reais nos últimos três meses de 2015.

CCR
A venda da fatia da CCR (CCRO3) na STP, que opera o serviço de pagamento de pedágios Sem Parar, vai propiciar à companhia de concessões de infraestrutura melhorar o resultado neste ano e ampliar a capacidade de novos investimentos, disse o presidente da empresa, Renato Vale, nesta terça-feira.A CCR anunciou mais cedo a venda de sua participação de 34% do capital da STP por R$ 1,4 bilhão para empresa controlada pela norte-americana FleetCor Technologies.“A desalavancagem que vamos ter com a venda desse ativo vai permitir sermos mais agressivos no nosso crescimento”, disse o executivo da CCR em entrevista por telefone.

A empresa vê oportunidade nos mercados primário (licitação de novos projetos) e secundário (aquisição de concessões). Em aeroportos, a CCR está mais focada nos terminais de Salvador (BA) e Fortaleza (CE), que fazem mais sentido para a empresa do que os aeroportos do sul, de Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), por conta das perspectivas para voos internacionais, disse Vale. O governo pretende licitar os quatro terminais ainda neste ano.

Ecorodovias
A empresa de concessões de infraestrutura Ecorodovias (ECOR3) teve lucro líquido de 40,6 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 24,6 por cento na comparação anual, disse a empresa nesta terça-feira.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 359,5 milhões de reais, alta de 20 por cento na mesma base de comparação.

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