JBS despenca e Marfrig dispara após venda da Seara; Bradesco e Petro sobem

Em destaque na sessão, estão as ações que registram repique após terem fortes perdas na semana passada; já Fibria segue em baixa

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SÃO PAULO – Após atingir o menor patamar desde outubro de 2011, o Ibovespa segue em uma tendência de baixa na sessão desta segunda-feira (10), após oscilar entre leve alta e expressiva queda nesta sessão. 

Às 12h45 (horário de Brasília), o índice registra baixa de 0,33%, a 51.450 pontos, com as ações que caíram forte nas últimas sessões buscando realização enquanto outras seguem em movimento de queda. 

JBS despenca, enquanto Marfrig sobe após acordo de venda
Na véspera, a JBS (JBSS3), maior empresa de carnes do mundo, anunciou que vai comprar a Seara Brasil, divisão de aves, suínos e alimentos processados da Marfrig Alimentos (MRFG3), em um negócio de 5,85 bilhões de reais que vai fazer a companhia ganhar espaço num setor liderado pela BRF.

O valor de companhia da Seara Brasil será pago pela JBS através da assunção de dívidas da Marfrig, que somavam ao final de março quase 13 bilhões de reais, após uma série de aquisições nos últimos anos. A JBS, por sua vez, encerrou o período com endividamento líquido de 15,7 bilhões de reais.

O negócio, que inclui ainda participação na indústria de couros Zenda, no Uruguai, tornará a JBS a segunda maior processadora de carnes do Brasil, atrás da BRF. Com isso, as ações da Marfrig registram forte alta de 9,53%, a R$ 8,16, enquanto a JBS passou a registrar excessiva baixa de 7,29%, a R$ 6,61.

Repique de pesos pesados
Entre as ações que registraram forte queda na semana passada, algumas vêm tentando se recuperar e registrar alta. Dentre elas, grandes pesos pesados do índice, estão as ações da Petrobras (PETR3;PETR4), com alta de 1,17% para os papéis ON e de 1,02% para os ativos PN. Na semana anterior, os ativos PETR3 tiveram queda de 7,11% e os PETR4, 6,03%.

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As ações ordinárias do Bradesco (BBDC3) sobem 1,64%, após terem forte queda de 7,68% nas últimas cinco sessões, enquanto as preferenciais – BBDC4 – estavam com leve alta, de 0,60%, após cair 7,49%Dentre as ações que registram alta, destaque também para a MMX Mineração (MMXM3), com ganhos de 4,38%, a R$ 1,67, depois de cair 4,76% na semana anterior. 

Alta do dólar guia papéis
Já os papéis Fibria (FIBR3) registram fortes quedas nesta sessão, com queda de 2,55%, a R$ 23,68, após subir 3,40% na semana anterior. Isso porque as ações da companhia foram impulsionadas pela valorização do dólar, uma vez que boa parte das suas receitas são cotadas pela moeda norte-americana. 

Também em meio à valorização do dólar, as ações da Sabesp (SBSP3) seguem em movimento de queda, uma vez que ela possui uma grande parte da sua dívida atrelada à moeda norte-americana. Com isso, o papel registra forte queda, de 5,14%, a R$ 24,75.

Gafisa segue movimento de queda da sexta
Outra em forte queda, seguindo o movimento de baixa da sexta-feira, são os ativos da Gafisa (GFSA3), quando fecharam em queda de 10,32%, após a confirmação da venda de 70% da Alphaville para a Blackstone e para a Pátria Investimentos por R$ 1,4 bilhão. 

Nesta sessão, os papéis registram perdas de 5,48%, a R$ 3,45, após ter chegado a cair 6,58% na mínima intradiária. Conforme destaca a Planner Corretora, com a venda de ativos, a relação dívida líquida sobre o patrimônio da Gafisa deverá reduzir dos 94% reportados ao final do primeiro trimestre de 2013 para 53%. 

A equipe de análise da Planner destaca que a relação divida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) era de 5,4 vezes em dezembro de 2012 e, assim, esta relação irá cair com o fechamento da operação. Contudo, ela ainda não resolve o problema da Gafisa totalmente, destaca a Planner. “Além, disso, tira de dentro da empresa uma contribuição importante para o seus resultados”, aponta a corretora.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.