Japão repensa o Protocolo de Kyoto

País já estuda a possibilidade de um novo pacto, mais flexível, que possa ser aceito pelos EUA, Índia e China; mas mantém compromisso com Kyoto até 2012

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SÃO PAULO – À medida que se aproxima o prazo final que consta no Protocolo de Kyoto para a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, os países se vêem obrigados a ter jogo de cintura para conseguir atingir as metas estabelecidas.

O Protocolo é o maior pacto internacional no sentido de combater os impactos ambientais da emissão de CO2, estabelecendo metas de redução da liberação do gás, que prejudica a atmosfera e causa o superaquecimento global.

Novo pacto deve atrair mais participantes

O Japão, que foi sede da reunião que deu origem ao Protocolo, é um dos mais engajados com o compromisso estabelecido no documento. Ainda assim, o país está encontrando grande dificuldade em atingir a meta de redução.

Teoricamente, o Japão deve reduzir em 6% as emissões até 2012, em relação ao registrado em 1990. Porém, o que se constata até o momento é um crescimento de 8% no volume das emissões desde 90. Porém, ainda que confirme a intenção de se manter fiel a Kyoto, o Japão já estuda a possibilidade de um novo protocolo de duração mais longa, que entre em vigor após o prazo de Kyoto, em 2012, vencer.

O principal objetivo, contudo, seria o de ampliar o número de países participantes, entre os quais, EUA, China e Índia. Mas, para tanto o Japão defende um pacto que seja menos focado em números, e que preveja revisões periódicas.

Criatividade tem sido a marca

Ainda assim, o país pode ser visto como um exemplo de compromisso e criatividade. Preocupado com a meta, o governo já tomou uma série de medidas no esforço de reverter esse quadro o quanto antes.
Merece destaque, por exemplo, a proposta de revisão da Lei de Conservação de Energia, que atualmente exige que os fabricantes de eletrodomésticos fabriquem produtos com a tecnologia de aproveitamento de energia mais moderna possível. São dezoito itens na lista desses produtos, entre eles aparelhos de ar condicionado e geladeiras.

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Com a revisão da lei, televisões de tela plana de cristal líquido (LCD) e plasma, gravadores de DVDs, roteadores de internet, panelas elétricas de arroz e fornos microondas engrossarão a lista.

Porém, a mais curiosa das medidas, no entanto, foi a campanha do governo batizada de “cool bizz”, que incentivou os homens japoneses a deixarem de lado o terno e a gravata no escritório, no objetivo de diminuir o uso de aparelhos de ar-condicionado.