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SÃO PAULO – O Japão está considerando uma grande revisão na sua política de imigração, que poderá facilitar a entrada de trabalhadores menos especializados no país – uma maneira de compensar pela queda do número de trabalhadores, causada pelo envelhecimento da sua população.
Estima-se que um a cada quatro japoneses terá mais de 65 anos de idade em 2020.
Cai o número de jovens e aumenta o de idosos
Frente a essa realidade, a maioria dos especialistas acredita que o Japão precisará de um número maior de imigrantes para manter a produtividade, apesar de o governo estar temeroso de que estrangeiros possam trazer terrorismo e crime para o país.
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Um oficial de justiça declarou que o Japão considerará a possibilidade de permitir a entrada de trabalhadores estrangeiros menos especializados como parte de uma proposta de reforma imigratória prevista para o fim deste mês.
Segundo ele, há uma necessidade clara de lidar com a diminuição dos trabalhadores japoneses causada pela baixa taxa de natalidade e pelo envelhecimento da população. Além disso, acrescenta que uma política diferente pode ajudar a lidar com o problema da imigração ilegal.
Mais tempo para os especializados
A política de imigração do Japão sempre foi dura para trabalhadores estrangeiros. Ultimamente, porém, medidas têm sido tomadas para amenizar essa questão, como, por exemplo, aumentar as áreas em que estrangeiros podem atuar no país.
A política atual de imigração favorece estrangeiros com conhecimento em campos especializados, como alguns setores de alta tecnologia, academia e jornalismo.
No entanto, imigrantes, tanto legais como ilegais, por alguns anos fazem trabalhos braçais, desprezados por japoneses, em empregos considerados perigosos ou sujos. O Ministério da Justiça disse que considerará a possibilidade de aumentar a duração dos vistos concedidos para trabalhadores especializados e facilitar a obtenção do visto permanente.
O número de estrangeiros vivendo legalmente no Japão soma 1,85 milhão, o que representa aproximadamente 2% da população do país.