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SÃO PAULO – Os japoneses podem vir a pagar mais impostos a partir de 2007. Isso é claro, se o governo avançar com a sua proposta de elevar a taxa de consumo do país. A afirmação foi feita pelo atual secretário geral do Partido Liberal Democrático, Tsutomu Takebe, em entrevista a um canal de televisão.
Embora o primeiro ministro japonês, Junichiro Koizumi, tenha afirmado em mais de uma ocasião que não pretende elevar a taxa de consumo do Japão durante seu governo, o anúncio poucos dias antes das eleições gerais certamente deve colocar o partido governista em uma situação delicada perante o eleitorado.
Para muitos, a declaração deixa claro que pode haver uma elevação na taxa de consumo logo após o término do governo de Koizumi, previsto para setembro de 2006, de forma que já afetaria as finanças dos japoneses no ano de 2007.
Tapando o rombo da Previdência
Atualmente, a taxa sobre o consumo no Japão está em 5%. Caso se confirme, os recursos obtidos com o aumento nesta alíquota seriam usados para arcar com o déficit crescente da Previdência Social. A situação financeira da Previdência Social estaria deteriorando a cada ano, à medida que a população envelhece e a taxa de natalidade diminui.
Apesar disso, o secretário geral do PLD também afirmou que o partido não pretende agir de forma isolada e que antes é preciso discutir uma reforma tributária mais ampla. Segundo o secretário-geral, os esforços devem vir dos dois lados, do governo, na forma de corte de gastos, e da população, na forma de novos impostos, ou alíquotas mais altas.
Esta foi a primeira vez que um alto membro do partido de Koizumi afirmou claramente as intenções de aumentar a taxa sobre o consumo no país.