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SÃO PAULO – Essa quarta-feira (22) é marcada pelo sinal negativo nos principais índices acionários ao redor do globo. Na Europa, as quedas giram em torno de 1%, ao passo que nos EUA os contratos futuros indicam para um início de pregão em uma desvalorização ao redor de 0,3%. Enquanto os investidores esperam pela divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) nesta tarde, eles já avaliam declarações de políticos e dados ruins no Japão.
Por lá, os dados de julho mostraram uma queda de 8,1% nas exportações, na comparação ano a ano, pior do que era esperado pelos economistas. Dessa forma, o déficit na balança comercial atingiu ¥ 517,4 bilhões, depois de um superávit de ¥ 60,3 bilhões no mês anterior. O dado ruim foi atribuído à fraca demanda da economia global, especialmente China e União Europeia.
Na Europa a situação também é de apreensão, uma vez que nesta data o primeiro-ministro grego Antonis Samaras deverá pedir ao presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, a extensão em dois anos em seu programa de ajustes fiscais. “Na terça-feira, tiveram comentários conciliatórios de oficiais do governo alemão, indicando que a Alemanha pode estar disposta a reconsiderar o cronograma desde que o governo de Samaras mostre vontade em entregar”, lembra Sverre Holbek, analista sênior do Danske Research.
À espera de sinais nos EUA
Entretanto, o fato que deve atrair mais atenção será a divulgação da ata do Fomc, às 15h00 (horário de Brasília), trazendo informações sobre a última decisão de política monetária nos EUA. A expectativa é que o documento mostre alguma sinalização de mais uma rodada de injeção de recursos na economia.
No entanto, na véspera o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, reduziu as expectativas do mercado ao alertar que uma política monetária muito agressiva traz riscos e pode não resolver problemas econômicos que seriam melhor solucionados por outras instâncias do governo.
Dessa forma, o mercado também deverá aguardar ansiosamente pelo simpósio anual de Jackson Hole, que deverá acontecer na próxima semana. Em 2010, foi neste evento que o presidente do Federal Reserve Ben Bernanke revelou o segundo programa de compra de ativos.
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Agenda ofuscada
Assim, a agenda de indicadores deverá ser ofuscada, apesar de trazer dados como a venda de imóveis existentes nos EUA e o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) por aqui, bem como a nota de mercado aberto e o fluxo cambial.