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SÃO PAULO – As relações comerciais entre Japão e Chile devem se estreitar ainda mais no próximo ano com a assinatura do Tratado de Livre Comércio entre os dois países. O acordo será assinado em março e ratificado pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e a presidente chilena, Michelle Bachelet, em outubro.
O cobre, cujos preços vêm batendo recordes nos mercados internacionais, é o principal objetivo do tratado que, segundo o chanceler chileno, Alejandro Foxley, deve efetivar definitivamente a liberalização dos mercados entre ambos os países. Se os termos do acordo forem iguais aos que o Chile firmou com a China em novembro, o Japão poderá importar a matéria-prima chilena livre da cobrança de impostos.
O Chile, por sua vez, amplia seu acesso a um dos mercados mais importantes do mundo, por sua riqueza. O país foi responsável pelo suprimento de 50% das necessidades japonesas em minério de cobre no ano passado.
Acordo favorece montadoras
Outro segmento que pode se beneficiar do tratado é a indústria automobilística japonesa, que enfrenta uma tarifa de 6% para comercializar seu produto no mercado chileno.
Em 2005, as exportações do Japão para o Chile totalizaram US$ 4,536 bilhões, sendo que metade delas são de automóveis.