Japão divulga bateria de indicadores, com recuo de 2,6% da indústria

Outros dados vieram negativos, como as despesas de famílias, que baixou 3,2% em um ano, e queda de 2,3% no varejo

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SÃO PAULO – Uma bateria de indicadores revelados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão mostrou que a atividade manufatureira do país se contraiu em 2,6% durante novembro, na comparação mensal. O número foi recebido negativamente, já que, em outubro, o índice havia avançado 2,4%, e a expectativa de mercado girava em torno de uma queda de 0,8%.

Segundo os dados da pasta, a produção de carros e celulares lideraram o resultado, mas as baixas mais acentuadas ficaram com equipamentos de transporte, eletrônicos, ferro e aço. O governo informou que essas perdas foram causadas, principalmente, por paradas após enchentes observadas na Tailândia, que atingiram distribuidoras de companhias japonesas.

Para os dois próximos meses, no entanto, a projeção é mais otimista. Uma pesquisa do ministério mostrou que o crescimento da atividade industrial deve terminar dezembro em 4,8%, contra 2,7% esperados anteriormente. No primeiro mês do próximo ano, a taxa deve subir 3,4%.

Consumo, renda e preços
As vendas do varejo também foram negativas, com o indicador descendo 2,3% em novembro frente ao mesmo mês de 2010. Entre as grandes varejistas, a queda foi ainda mais acentuada, de 2,5%. Essas perdas vêm após a J. Front Retailing, gigante do setor, anunciar que seu lucro anual fechará 2011 mais que duas vezes maior do que o guidance inicial.

Já o consumo das residências com duas ou mais pessoas recuou 3,2% em 12 meses, bem abaixo das estimativas entre 1,1% e 1,2% negativos de analistas consultados pela Reuters e pela Dow Jones. Esses gastos foram menores principalmente após despesas com cultura e recreação despencarem 21%, e com energia em geral – combustível, eletricidade e água – caírem 7,6%.

A taxa de desemprego do Japão, por sua vez, fechou o mês em 4,5%, em estabilidade após o ajuste sazonal. O índice de preços do Core CPI (Consumer Price Index), que exclui produtos voláteis como alimentos, desceu 0,2% em um ano, registrando a segunda baixa consecutiva de deflação.