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SÃO PAULO – Pesquisa elaborada pela Mastercard e divulgada nesta segunda-feira (07) constatou que o Japão é um dos piores países asiáticos, no que se refere a oferecer condições de avanço econômico para as mulheres.
Segundo o levantamento, a segunda maior economia do mundo estaria atrás de boa parte dos países asiáticos quanto à oferta de condições para que as mulheres consigam avançar frente aos homens, em termos educacionais e econômicos.
Terceira pior colocação na Ásia
Para medir este avanço, a pesquisa se baseou na participação das mulheres no mercado de trabalho, no grau de educação a que tiveram acesso, se lhes foram oferecidas oportunidades de seguirem os estudos após a conclusão do ensino médio, se alcançaram posições de gerência nas empresas em que trabalham e se conseguiram obter uma remuneração acima da média.
A pesquisa analisou o avanço alcançado pelas mulheres em 13 países e territórios asiáticos. A melhor colocação foi alcançada pela Tailândia, país que teve 92,3 pontos. Bem atrás, em segundo lugar, veio a Malásia, com 86,2 pontos. O Japão teve a terceira pior colocação da pesquisa, com 54,5 pontos e superando apenas a Indonésia e a Coréia do Sul.
Prejuízo para a economia
O resultado da pesquisa é bastante relevante, pois sugere que a economia japonesa pode estar sendo prejudicada por esta postura de pouco apoio ao avanço feminino. Em primeiro lugar, pelo simples fato de que não se pode restringir a procura de talentos à metade do mercado de trabalho.
Apesar de ser a segunda maior economia do mundo, no Japão as mulheres ainda não lideram nenhuma empresa, ao contrário do que acontece em economias menos avançadas, como até mesmo no Brasil. Para alguns analistas econômicos, a maior dificuldade de avançar no mercado de trabalho estaria por trás, por exemplo, da crise demográfica do país.
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Sem apoio suficiente para continuar trabalhando, após terem filhos muitas mulheres são forçadas a abandonar o mercado de trabalho. Diante da escolha entre continuarem profissionalmente ativas ou terem filhos, a maioria tem optado por cancelar, ou adiar, os planos de ser mãe.
A conseqüência disto é uma queda significativa na natalidade, que coloca em risco o próprio crescimento da economia. O próprio Instituto de População do Japão prevê que, se as atuais taxas forem mantidas, a população pode deixar de existir em 3037. No Dia Internacional da Mulher talvez esta estatística mereça uma reflexão mais profunda do que pode ser feito para dar às mulheres japonesas maior chance de conciliarem a vida profissional com a familiar.