Japão deve elevar taxa de consumo para 8%, defende OCDE

Para especialista da OCDE endividamento de 160% do PIB é insustentável e tributação sobre consumo muito baixa

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SÃO PAULO – Para resolver o seu desequilíbrio fiscal, o Japão deve considerar um aumento na arrecadação de impostos. Vale notar que, no momento, o país acumula o maior grau de endividamento em relação ao PIB de todos os países desenvolvidos, relação que se encontra em 160% do PIB.

A recomendação foi feita por Jeffery Owens, especialista em finanças públicas da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que sugeriu, inclusive, a elevação da alíquota do imposto ao consumo. Atualmente, a taxa de consumo se encontra em 5% e, segundo a proposta do especialista da OCDE, deveria subir para 8%.

Redução não está na agenda

A declaração foi feita nesta terça-feira, dia 14, durante um seminário em Tóquio, que tratava do sistema tributário japonês. Para Owens, se de um lado a carga tributária sobre as empresas do Japão está entre as mais elevadas dos países membro da OCDE, a tributação sobre o consumo é uma das mais baixas.

Em entrevista no mês passado, o presidente do Comitê Governamental de Tributação do Japão, Hiromitsu Ishi, afirmou que a discussão acerca da elevação da taxa de consumo só deve voltar à tona no ano fiscal de 2009. Ishi também declarou acreditar que a decisão seja baseada em questões políticas e não apenas fiscais.

De sua parte, a Federação dos Empresários do Japão defende uma redução do imposto sobre empresas, como alternativa para aumentar a competitividade do Japão frente aos países emergentes como China e Índia.