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SÃO PAULO – O J.P. Morgan eleva sua recomendação para as ações da Gerdau (GGBR4) de neutra para overweight e anuncia seu preço-alvo de R$ 24,00 para dezembro de 2009. O potencial de valorização estimado é de 28% e, neste pregão, os papéis da companhia sobem com força.
Para o caso de uma recuperação na economia global, a siderúrgica brasileira é uma boa alternativa, dada a natureza cíclica de suas operações, altamente atreladas ao mercado norte-americano. Na opinião dos analistas, a empresa já passou pelo pior em termos de desempenho no último trimestre e deve colher frutos no que diz respeito à redução de custos, gestão do quadro de funcionários e uma guinada da demanda.
No entanto, o clima ainda é de cautela para os preços do aço, que não devem assistir a uma recuperação expressiva ao longo de 2009 e 2010. Ainda assim, o J.P. Morgan vê com bons olhos o trabalho de diluição dos custos fixos de operação da companhia. Adicionalmente, entende que o pior já é de conhecimento do mercado, pouco impactando no preço das ações.
Custos fixos e alavancagem
A Gerdau é a empresa com o maior potencial de valorização diante de um cenário macroeconômico mais favorável em 2010, acredita a instituição. Ainda assim, é conveniente lembrar o peso das operações da Açominas, que testam os limites da resiliência do segmento de aços longos e devem continuar pressionando o desempenho da siderúrgica no curto prazo.
Os analistas especulam que, se fechasse algumas plantas estratégicas e redirecionasse a produção para outras minas, à procura da otimização do uso da capacidade e da diluição dos custos fixos, a companhia perderia algo em receitas. No entanto, estaria livre de importantes custos fixos, o que poderia incrementar o upside de seus papéis.
Quanto à alavancagem, o J.P. Morgan aposta na capacidade da Gerdau em resolver adequadamente as pendências com seus credores de modo muito menos penoso do que o mercado prevê, representando outro aspecto positivo de valorização para suas ações.
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Nós gostamos da história
O maior risco associado às projeções da instituição é a circunstância de uma desaceleração prolongada tanto na economia global quanto no mercado interno. Se isso se concretizar, a geração de fluxo de caixa da empresa ficaria comprometida, assim como suas habilidades em honrar compromissos.
De resto, a equipe conclui declarando que “gosta da história”: o modelo resiliente dos negócios da gigante brasileira e sua alta exposição à uma possível retomada da demanda em 2010 contribuem de maneira decisiva na compensação dos riscos de perdas vinculados aos negócios com suas ações no momento.