Itaúsa lucra R$ 1,18 bi; saída da Argentina afeta ALL; confira mais 6 balanços

Lucro da controladora do Itaú Unibanco subiu 6,5%; Marcopolo, Riachuelo, Cremer, BR Properties, Direcional e Banco Pan também divulgaram resultados

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SÃO PAULO – Sete empresas divulgaram seus resultados do segundo trimestre na noite desta segunda-feira (5). A Itaúsa (ITSA4), holding que controla o banco Itaú Unibanco (ITUB4), divulgou nesta terça-feira aumento de 6,5% no lucro do segundo trimestre ante igual período do ano passado, ajudada pelos resutados do maior banco privado no país.

O conglomerado teve lucro líquido de R$ 1,184 bilhão entre abril e junho, ante R$ 1,112 no mesmo trimestre de 2012.

Enquanto a área de serviços financeiros entregou receitas 10% mais altas sobre um ano antes, a área industrial, que combina os recursos oriundos da Duratex (DTEX3), Elekeiroz (ELEK3) e Itautec, viu a linha diminuir 26,7% no mesmo período.

O bom resultado advindo do Itaú compensou o aumento de 120,2% em perdas não recorrentes no mesmo período.

Na semana passada, o banco divulgou avanço de 8,4% no lucro líquido no segundo trimestre, impulsionado por maiores spreads e menores provisões para calotes.

O conselho da Itaúsa também divulgou nesta manhã a aprovação de juros sobre capital próprio de 0,071 real por ação, com pagamento a partir de 21 de agosto.

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ALL: saída da Argentina afeta balanço
A ALL Logística (ALLL3) registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 74,4 milhões no segundo trimestre de 2013, revertendo o lucro de R$ 154 milhões observados um ano antes. No primeiro semestre, a companhia teve prejuízo de R$ 40,4 milhões, ante lucro de R$ 151,6 milhões na primeira metade de 2012.

De acordo com a companhia, o dado é referente à participação da ALL após minoritários. A companhia informou ainda que o resultado do período, se excluído o efeito da saída da Argentina e a operação no país vizinho, seria de um lucro de R$ 171,6 milhões no trimestre. 

A receita líquida da companhia, por sua vez, passou para R$ 1,034 bilhão, alta de 11,9% na comparação com os R$ 924,9 milhões registrados no mesmo período de 2012. O Ebitda ajustado subiu 12,6%, para R$ 578,4 milhões, enquanto a margem Ebitda teve alta de 0,4 ponto percentual, para 55,9%. 

Marcopolo vê lucro subir 22,3%
A fabricante de ônibus Marcopolo (POMO4) informou que registrou lucro líquido de R$ 74,1 milhões no segundo trimestre, alta anual de 22,3%. Segundo a companhia, o segundo trimestre de 2013 apresentou sinais de recuperação em comparação com os três primeiros meses do ano.

A receita operacional líquida consolidada da companhia cresceu 24,4%, a R$ 994,3 milhões, com um avanço de 44,2% no Brasil e um recuo de 9,3% nas receitas de exportação e no exterior, enquanto o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 115,3 milhões, um avanço de 34,4% sobre o segundo trimestre de 2012. De acordo com a empresa, a desvalorização de 8,4% do real frente ao dólar norte-americano em 2013 está fomentando a demanda e melhorando a rentabilidade de suas exportações. 

Dona da Riachuelo vê lucro crescer 9,3%
Já no setor de varejo, a Guararapes (GUAR4), dona rede varejista Riachuelo, anunciou lucro líquido de R$ 93,1 milhões no período, crescimento de 9,3% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, enquanto a receita líquida da companhia foi de R$ 947,7 milhões, avanço de 11,9% na mesma base comparativa.

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O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 199,4 milhões, 16,6% maior em relação  ao mesmo trimestre do ano passado, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) ajustada saltou de 20,2% para 21%, crescimento de 0,8 ponto percentual.

Cremer tem alta de 159,1% no lucro; dívida cresce 12,9%
A fornecedora de produtos para saúde Cremer (CREM3) registrou crescimento de 159,1% em seu lucro líquido, que foi de R$ 3,82 milhões no segundo trimestre de 2012 para R$ 9,90 milhões no mesmo período deste ano. Foi importante para a alta expressiva no lucro líquido a queda de 113,6% nos impostos pagos pela empresa.

A companhia mostrou ainda alta de 10,4% em sua receita líquida em comparação com o segundo semestre de 2012, marcando R$ 146,4 milhões. O Ebitda ficou em R$ 24,6 milhões, 44,7% acima do mesmo período do ano anterior.

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A dívida líquida da Cremer também aumentou: subiu de R$ 185,685 milhões no segundo trimestre de 2012 para R$ 209,614, registrados no resultado dos últimos três meses – uma alta de 12,9%.

BR Properties: lucro líquido cai com reavaliação de propriedades
A BR Properties (BRPR3) teve lucro líquido de R$ 49,8 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 85% na comparação anual, informou a empresa de investimentos em imóveis comerciais nesta segunda-feira.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado por efeitos não caixa na reavaliação de propriedades. No segundo trimestre de 2012, a medida havia gerado ganho não caixa de R$ 554,5 milhões, após a aquisição da One Properties.

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O Ebitda ajustado foi de R$ 221,2 milhões, alta anual de 52%, disse a empresa. A receita líquida cresceu 48%, a R$ 238,2 milhões.

No fim de junho último, a BR Properties tinha 123 imóveis no portfólio, entre escritórios, centros de distribuição e imóveis de varejo e empreendimentos em desenvolvimento, que totalizam área bruta locável de 2,22 milhões de metros quadrados e taxa de vacância física de 5,5%.

Direcional lucra 31% mais no segundo trimestre
A Direcional (DIRR3) apresentou um lucro líquido 31% maior no segundo trimestre deste ano, para R$ 60,8 milhões. Já a receita registrou alta de 38% no período, para R$ 466 milhões.

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Já o Ebitda ficou em R$ 84 milhões, alta de 12%, enquanto a margem Ebitda caiu para 22,3%, ou 5,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Banco Pan: lucro líquido de R$ 12,746 milhões
O banco Pan (BPNM3), antigo banco Pan Americano, registrou um lucro líquido de R$ 12,746 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 262,5 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O banco atribui as variações aos resultados das cessões de carteira de crédito sem coobrigação realizadas no período. No período, houve cessões de carteira de crédito imobiliário, direto ao consumidor e consignado no valor de R$ 1,559 bilhão. Contudo, o resultado bruto das cessões de crédito caiu 13,3% no segundo trimestre na comparação com o período anterior. 

As receitas de intermediação financeira avançaram para R$ 1,264 bilhão, com alta de 25,75% na comparação com os R$ 1,005 bilhão do trimestre anterior. No semestre, as receitas tiveram alta de 35%. para R$ 2,27 bilhão.