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A equipe macroeconômica do Itaú revisou as projeções cambiais e vê o real mais desvalorizado, alterando sua projeção ao fim deste ano para o dólar de R$ 5,15 para R$ 5,30 e de R$ 5,35 para R$ 5,50 para 2027.
Mario Mesquita, economista-chefe do banco, destaca que a revisão reflete principalmente a mudança no cenário externo, com expectativas de taxas de juros mais elevadas nos Estados Unidos e uma trajetória de valorização do dólar.
Soma-se a isso a deterioração dos termos de troca, impulsionada pela queda nos preços do petróleo, e, no âmbito doméstico, a alta do prêmio de risco em meio à dinâmica sazonal típica do segundo trimestre em anos eleitorais.
“Embora o diferencial de taxas de juros ainda ofereça algum suporte no curto prazo, a combinação desses fatores aponta para uma trajetória de depreciação à frente”, aponta.
Nesta semana, o dólar chegou a superar os R$ 5,20, considerando um horizonte em que o Federal Reserve tende a subir juros em 2026
Em relatório recente, o Bank of America apontou que o fortalecimento do dólar global deve pressionar mercados emergentes, incluindo a América Latina, mas o Brasil pode apresentar maior resiliência relativa em meio ao cenário de aperto das condições financeiras internacionais, segundo análise do estrategista David Beker e equipe, do Bank of America (BofA).
