Itaú, OGX, Copel e mais 5 empresas estão no radar desta 5ª

MPF vai investigar atuação de ANP e CVM no caso OGX; Itaú confirma proposta para comprar banco chileno; Copel adquire carteira de projetos eólicos

Ocean Lexington
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SÃO PAULO – A quinta-feira (12) inicia agitada em meio ao noticiário corporativo. O Itaú Unibanco (ITUB4) confirmou na véspera que apresentou proposta ao CorBanca para deter o controle das operações da instituição financeira, com sede e operações no Chile e subsidiária na Colômbia.

O comunicado, enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), foi em resposta ao questionamento da BM&FBovespa sobre a reportagem ao Grupo Estado, publicada ontem. “A oportunidade de negócio está sendo discutida com outros interessados em um processo competitivo organizado pelo CorpBanca, não tendo a companhia informações sobre estágio e a evolução das negociações com os demais interessados”, informou o Itaú, no comunicado.

OGX é investigada pelo MPF; administradora pode ter remuneração cortada
O Ministério Público recomendou que se corte em 66% a remuneração da Deloitte, administradora judicial da OGX Petróleo (OGXP3) – agora Óleo e Gás Participações, noticiou a Agência Estado nesta quarta-feira (11). Assim, a quantia que seria recebida pela auditoria caiu de R$ 25 milhões para R$ 8,5 milhões. Para o MP, o caso é “simples”: embora a dívida seja astronômica, são “apenas” 250 créditos e 200 credores, enquanto o caso da Varig envolvia 20 mil créditos dos quais 15 mil eram trabalhistas. Além disso, não existem ativos espalhados pelo Brasil, a OGX é uma empresa “nova”, não há um grande número de funcionários, não há diversos processos judiciais, pendências tributárias ou diversos interesses de consumidores.

Além disso, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro abriu inquérito civil público para apurar se houve irregularidades por parte da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e da CVM na fiscalização de atividades da OGX. A investigação analisará a atuação da ?xerife? do mercado de capitais e da agência reguladora do petróleo durante o período em que a OGX irrigou o mercado com informações sobre suas descobertas e potencial de produção que se mostraram contrárias aos reais resultados de sua campanha exploratória. O inquérito foi aberto a partir da denúncia de um cidadão, provavelmente um acionista da companhia.

Copel adquire carteira de projetos eólicos
A Copel (CPLE6), empresa que gere, transmite, distribui e comercializa energia, comunicou que o seu conselho de administração aprovou a aquisição, por R$ 160 milhões, da carteira de projeto eólicos da Galvão Energia e Participações, totalizando o equivalente a 553 MW, incluindo a participação de 50,1% na São Bento Energia (94 MW) – em fase operacional – e no Complexo Eólico Cutia (129 MW), empreendimentos nos quais a Copel já possuía participação de 49,9%.   

Dufry adquire restante da Hellenic Duty Free
A Dufry (DAGB33) informou nesta manhã ter comprado a participação de 49% que ainda não detém na Hellenic Duty Free, da Grécia, por € 328 milhões, o equivalente a R$ 1,058 bilhão. O pagamento será feito em dinheiro, em uma quantia equivalente a R$ 564 milhões, e ações da Dufry, que emitirá 1.231.233 papéis ordinários para o Grupo Folli Follie, avaliados em R$ 494 milhões.

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Governo vai aumentar fiscalização sobre ALL
A concessionária de transporte ferroviário de cargas ALL (ALLL3) não vem atendendo necessidades de manutenção preventiva de vias e o governo federal vai aumentar a fiscalização sobre a companhia e requerer a apresentação de um plano para termo de ajuste de conduta, disse na quarta-feira o ministro dos Transportes, César Borges. “A ALL não tem feito investimentos. Vamos aumentar a fiscalização. Ela vai apresentar um plano para um Termo de Ajuste de Conduta (TAC)”, disse o ministro, responder a perguntas de um deputado sobre o descarrilamento de um trem da ALL na região de São José do Rio Preto (SP) no fim de novembro.

Fundo Discovery aumenta fatia na HRT
A HRT Participações (HRTP3) informou que o fundo Discovery Capital Management elevou sua participação na companhia, atingindo um percentual de 15,10% das ações em circulação da empresa, o que se refere a 44.921.397 ações. S
egundo dados da BM&FBovespa, em 29 de novembro, o fundo possuía 12,59% da participação na HRT, ou seja, 37.451.106 ações. Segundo carta, a Discovery afirma que seu objetivo é estritamente de investimento, não havendo qualquer plano atualmente de alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia.

Diretores da Eternit compram R$ 180 mil em ações da empresa
Ameaçada pela questão do amianto, a Eternit (ETER3) passou por um grande susto no mês retrassado, com a morte de Élio Martins, então presidente da companhia. Mesmo assim, os diretores da companhia mostraram confiança na empresa, ao comprar R$ 180,8 mil em ações da empresa no mês passado. 
As compras foram realizadas em sete ocasiões diferentes, entre os dias 7 e 21 do mês passado – todas usando a mesma corretora, a Ágora, o que pode indicar que é a mesma pessoa por trás de todas essas compras. O comprador usou da volatilidade das ações da empresa a seu favor, comprando ações entre R$ 8,95 e R$ 9,23.

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Randon buscará complementação no financiamento de clientes
A fabricante de implementos rodoviários e máquinas para construção Randon (RAPT4) deve buscar complementação à redução do montante de financiamento a ser fornecido pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI) em 2014, afirmou o diretor financeiro da companhia, Geraldo Santa Catharina, na quarta-feira. 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou mais cedo a prorrogação do PSI do final deste ano para o fim de 2014, com aumento de taxas de juros e redução do nível de financiamento. Segundo o diretor financeiro da Randon, a redução do percentual do bem a ser financiado — de 100 para 90% para pequenas e médias empresas e de 90 para 80% para grandes — deve provocar “dificuldades adicionais” nos negócios no início de 2014.