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O Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (4). Estimativas de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 12,5 bilhões.
Leia análise completa do balanço, com visões de XP Investimentos, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bradesco BBI: Itaú segue com ROE difícil de replicar, mas corta guidance: o que indica para ações?
Destaques do balanço:
- Lucro recorrente: R$ 12,4 bilhões no 2º trimestre, +7,8% a/a – Projeção LSEG: R$ 12,5 bilhões
- Margem financeira gerencial: R$ 33,5 bilhões no 2º trimestre
- ROE anualizado: 24,3% no 2º trimestre, +1 p.p. – Projeção LSEG: 24,14%.
- Inadimplência acima de 90 dias: 1,9% no 2º trimestre, estável a/a
- Carteira de crédito expandida: R$ 1,5 trilhão no 2º trimestre, + 9,6% a/a
- Despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD): R$ 10,5 bilhões no 2º trimestre
No 1º semestre de 2026, o lucro recorrente gerencial ficou em R$ 24,68 bilhões, com alta de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Um dos principais indicadores para bancos, o retorno sobre patrimônio anualizado (ROE) ficou em 24,3% no 2º trimestre, com alta de 1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
No segundo trimestre, as receitas de prestação de serviços cresceram 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$11 bilhões. Na mesma base de comparação, as receitas com operações de seguros aumentaram 8,4%, para quase R$3,5 bilhões.
Consignado privado e Desenrola
A carteira de crédito do Itaú somava R$1,5 trilhão ao final de junho, alta de 9,6% na base anual e de 2,7% na comparação trimestral. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%. Por várias ocasiões, a administração do Itaú ressaltou que avanço da carteira de crédito era menos importante do que garantir sua qualidade.
Na comparação trimestral, a alta do indicador foi de 2,7% e, segundo o banco, teve expansão equilibrada entre pessoas físicas e empresas. Um dos destaques foi a alta do crédito consignado privado, com +14,3% no trimestre.
O Itaú detalhou impactos do programa Desenrola na carteira de pessoas físicas, citando que aproximadamente R$1,1 bilhão foi renegociado, entre carteira ativa e créditos que já haviam sido baixados para prejuízo.
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“Após a renegociação e descontos concedidos, o saldo da carteira desse programa ficou em R$275 milhões, sendo que mais de 300 mil clientes aderiram ao programa, com impacto imaterial tanto nos indicadores de qualidade de crédito quanto no custo do crédito.”
O banco reportou um custo de crédito de R$10,1 bilhões, crescimento de 7,4% ano a ano e de 1,9% em relação aos três meses anteriores. A margem financeira gerencial somou R$ 33 bilhões, com alta de 5 2% em um ano e aumento de 3,6% em relação ao trimestre anterior. A margem financeira com clientes ficou em R$ 32,6 bilhões, alta de 5,1% em um ano, enquanto a margem com o mercado foi de R$ 900 milhões, expansão anual de 8,6%.
“A consistência dos nossos resultados reflete a clareza de uma estratégia orientada ao longo prazo. Crescer com rentabilidade e qualidade de carteira exige disciplina analítica, concessão responsável de crédito e uso prático da tecnologia. Entregamos resultados positivos hoje enquanto consolidamos a infraestrutura e a cultura do banco do futuro”, afirma Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, citando também nova ferramenta de IA do banco, a ia.i.
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Guidance
O banco reiterou praticamente todas as suas projeções para o ano, incluindo expansão de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito e custo de crédito de R$38,5 bilhões e R$43,5 bilhões. Mudou apenas a estimativa para a receita de prestação de serviços e resultado de seguros, prevendo agora expansão entre 2% e 5%, de 5% e 9% anteriormente.
O banco disse em comunicado à imprensa que o ajuste na expectativa de crescimento no ano está relacionado, “principalmente, à maior volatilidade no mercado de capitais do que a projetada no início do ano”.
Menos agências
O balanço mostrou que o Itaú reduziu o número de agências e postos de atendimento, para 2.210 unidades no final do primeiro semestre, de 2.738 unidades um ano antes e 2.367 unidades no encerramento de março.
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O Itaú encerrou o segundo trimestre do ano com índice de capital principal de 12,3%, ante 13,1% um ano antes e 12% no final de março. O índice de eficiência do banco estava em 37,4%, de 38% no mesmo período de 2025 e 37,1% no primeiro trimestre de 2026.
No final de junho, a instituição financeira tinha mais de R$3,2 trilhões em ativos, de quase R$2,9 trilhões um ano antes.
Projeções de analistas
Mesmo com projeções que apontavam um ritmo de crescimento mais moderado dos lucros, analistas seguem vendo o banco como o nome mais sólido do setor, sustentado por alta rentabilidade, qualidade de ativos superior à dos concorrentes e um cenário de inadimplência ainda sob controle.
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As estimativas de XP, Bank of America, Goldman Sachs e JPMorgan já indicavam mais um trimestre resiliente, com lucro próximo de R$ 12,5 bilhões e retorno sobre patrimônio (ROE) entre 24% e 25%.
(com Reuters e Estadão Conteúdo)
