Itaú e Bradesco sobem mais de 5% e puxam Ibovespa; Dilma se reune com setor às 15h

No noticiário corporativo para os bancos, além do relatório positivo do Credit Suisse, está a reunião de Dilma com grandes nomes do setor

Publicidade

SÃO PAULO – O Ibovespa aumenta os ganhos nesta tarde e registra alta de mais de 1%, impulsionado pelas ações de instituições financeiras, que lideram as altas nesta sessão. Às 15h15 (horário de Brasília), o índice registrava alta de 1,29%, a 47.993 pontos, com as ações do Bradesco (BBDC3, R$ 30,66, +4,29%, BBDC4, R$ 29,16, +3,22%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,34, +3,13%) liderando os ganhos do índice, após chegarem a subir cerca de 5% no intraday. 

Além do relatório do Credit Suisse que se mostrou positivo com os bancos privados brasileiros, destaque para a agenda da presidente Dilma Rousseff . Dilma convidou os maiores banqueiros do País para reunião na tarde desta segunda-feira, marcada para começar às 15h (horário de Brasília), em mais uma tentativa para se aproximar com o setor privado.

Dentre os convidados que participam do evento, estão os presidentes do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco e do Santander Brasil (SANB11), Jésus Zabalzal, além do representante do HSBC, André Brandão. Na agenda do ministro da Fazenda, Guido Mantega, também consta que ele estará em reuniões no Palácio do Planalto, a partir das 14h30.

Como outros destaques de alta, estão as ações da Cesp (CESP6, R$ 25,81, +4,71%), que registram fortes ganhos após o resultado do quarto trimestre da geradora de energia, beneficiada pelos preços de eletricidade no curto prazo, assim como por sua proposta de dividendos, no valor de R$ 1,04 bilhão. Após a divulgação dos números, o UBS seguiu com recomendação neutra para os ativos, mas elevou o preço-alvo de R$ 22,00 para R$ 25,00. 

As ações da Oi (OIBR4, R$ 3,66, +3,39%) também sobem forte, após a notícia de que bancos se unirão para levantar o capital da empresa. Segundo informações da DowJones Newswires, um grupo de cinco bancos estaria liderando os planos da Oi para levantar bilhões de dólares em capital. 

Os ativos da Petrobras (PETR3, R$ 13,92, +3,11%; PETR4, R$ 14,29, +1,93%), após abrir com leves perdas e ganhos, intensificam os ganhos, em meio à continuidade de um noticiário bastante movimentado para a companhia. 

Continua depois da publicidade

Focus e China no radar
No campo econômico nacional, destaque para o relatório Focus, que aumentou a projeção para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014 para 6,28% ante 6,11%. A expectativa para a Selic aumentou de 11% para 11,25%. 

O noticiário externo também é movimentado, em meio aos dados econômicos chineses fracos, mas a expectativa por mais estímulos por parte do gigante asiático, enquanto a Crimeia segue sendo um fator de pressão.  O PMI (Índice de Gerente de Compras) chinês da segunda maior potência mundial ficou em 48,1 no mês de fevereiro, ante 48,5 no mês anterior. Os dados mostram uma diminuição pelo quinto mês consecutivo e atingiram seu menor patamar em 8 meses. 

Os fracos dados da atividade industrial do país, por sua vez, aumentaram a expectativa dos investidores de que o governo renovará sua política de estímulos para combater a desaceleração da economia na China. Os investidores ainda assimilaram positivamente a notícia de que o gigante asiático tenha autorizado algumas empresas locais levantem fundos através da venda de ações preferenciais, o que foi visto como uma vitória para as instituições financeiras, que procuram aumentar as suas reservas de capital. 

Europa e Ásia
Enquanto o dia é de alta na bolsa brasileira, o dia é de queda para as bolsas internacionais. O índice Shangai Composto encerrou o pregão com alta de 0,91%, enquanto o Hang Seng liderou os ganhos no continente e terminou o dia 1,91% positivo. Já o benchmark japonês, o Nikkei, abriu a semana em forte alta de 1,76%, ignorando os fracos dados da China. 

Já na Europa, as bolsas do continente abriram a semana em queda, reagindo também aos fracos dados da China, mas de forma negativa. Os investidores seguem cautelosos com uma possível desaceleração na segunda maior economia do mundo, após muitos dados divulgados saírem abaixo do esperado pelo mercado.

Além disso, as tensões envolvendo Ucrânia e Rússia seguem no radar. O presidente dos EUA, Barack Obama, irá se reunir com o G7 para discutir a situação dos dois países e tentar impedir um movimento maior de militares. Com isso, os índices registravam leve queda. 

Continua depois da publicidade

Dados divulgados nesta segunda-feira, também deixaram os investidores mais cautelosos. Na Alemanha, dados mostraram que a atividade empresarial desacelerou para 55 em março. Já na França, o PMI Composto atingiu 51,6 no mês, ante 47,9, ficando acima das expectativas do mercado. O índice atingiu sua taxa mais acentuada de expansão em 31 meses. 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.