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SÃO PAULO – Segundo a BM&FBovespa, o exercício das opções sobre ações movimentou R$ 2,47 bilhões nesta segunda-feira (19). Deste total, R$ 1,721 bilhão veio do exercício de opções de venda e os R$ 751 milhões restantes vieram de opções de compra.
Entre as cinco opções mais movimentadas, destaque para as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) a R$ 28,91, que movimentaram R$ 120,39 milhões para venda. Destaque também para as opções de venda a R$ 28,68 que movimentaram R$ 99,37. Itaú também teve R$ 74,54 milhões em negociação de opções de compra a R$ 12,32.
Em segundo e quarto lugares ficou o Bradesco (BBDC4), movimentando R$ 101,37 milhões em opção de venda a R$ 23,25 e R$ 83,90 milhões em opções de venda a R$ 26,91.
O que é uma opção?
A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa. Quem compra uma opção está adquirindo o “direito” de comprar ou vender alguma ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que comprou o contrato.
Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.
Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.
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Dados históricos dos vencimentos de opções:
| Vencimento | Opções de compra (R$ milhões) |
Opções de venda (R$ milhões) |
Total (R$ milhões) |
| 19/10/2015 | 1.721 | 751 |
2.470 |
| 21/09/2015 | 1.023 | 1.281 | 2.304 |
| 17/08/2015 | 479 | 1.564 | 2.040 |
| 20/07/2015 | 887 | 1.165 | 2.050 |
| 15/06/2015 | 946 | 1.593 | 2.530 |
| 18/05/2015 | 2.166 | 758 | 2.920 |
| 20/04/2015 | 927 | 2.389 | 3.310 |
| 16/03/2015 | 804 | 1.308 | 2.110 |
| 09/02/2015 | 707 | 870 | 1.570 |
| 19/01/2015 | 683 | 1.498 | 2.180 |
| 15/12/2014 | 325 | 3.2624 | 3.580 |
| 17/11/2014 | 692 | 3.470 | 4.160 |
| 20/10/2014 | 1.286 | 2.339 | 3.626 |
| 15/09/2014 | 1.632 | 1.604 | 3.237 |
Fonte: BM&F Bovespa
Vencimento eleva volatilidade
A forte oscilação verificada em dias de vencimento de derivativos reflete a disputa entre “comprados” e “vendidos”. De modo geral, os “comprados” apostam na alta das ações, enquanto os “vendidos” visam o fraco desempenho dos papéis.
Neste cenário, os “comprados” tendem a adquirir grandes quantidades de ações, na tentativa de elevar seu preço, enquanto os “vendidos” promovem a venda dos papéis, com o intuito de derrubar as cotações.
Vale lembrar que esse movimento ganha força na medida em que as ações mais negociadas nos contratos de opções costumam carregar participação significativa no Ibovespa.