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Após a recente alta das ações brasileiras, o Itaú BBA revisou seus indicadores técnicos e destacou que o mercado local ganhou tração, mesmo em meio a um cenário externo mais volátil, com suporte relevante vindo das commodities.
De acordo com o relatório, o Ibovespa já entrou em território de sobrecompra (quando os preços sobem além do nível considerado sustentável no curto prazo) após a valorização recente, movimento também observado no iShares MSCI Brazil ETF (EWZ). Apesar disso, a amplitude segue robusta, com 84% das ações do índice acima da média móvel de 200 dias, ainda que o avanço seja mais concentrado.

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O melhor momento técnico continua concentrado em setores ligados a commodities, como aço e mineração, petróleo e gás e utilities. Nesse contexto, os papéis de Eneva (ENEV3), Sabesp (SBSP3), Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e B3 (B3SA3) aparecem entre os destaques de momentum (indicador mede a velocidade com que os preços variam em relação aos níveis de preços atuais de um determinado ativo), enquanto agronegócio, saúde e papel e celulose ficam na ponta mais fraca.
No exterior, o momentum também é positivo entre mercados emergentes, com a América Latina acompanhando a recuperação global das bolsas. O banco ainda aponta melhora na liquidez de ações brasileiras, com nomes como Tenda (TEND3), Orizon (ORVR3), Iguatemi (IGTI11) e Moura Dubeux (MDNE3) entrando no radar de investidores estrangeiros.
Por fim, no indicador de força relativa (RSI, que mede o ritmo e a intensidade dos movimentos de preço), Auren Energia (AURE3), Cemig (CMIG4) e Azevedo & Travassos (AUAU3) aparecem entre os papéis mais esticados, enquanto São Martinho (SMTO3), Azzas (AZZA3) e Suzano (SUZB3) figuram entre os mais pressionados.