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Itaú BBA reduz recomendação de ações de CSN e Usiminas para neutro; banco mantém compra para Vale e Gerdau

Contudo, o banco reduziu o preço-alvo para os ADRs da Vale e para os ativos da Gerdau

Em meio ao cenário mais negativo para o minério de ferro com a desaceleração da China, entre outros fatores, o Itaú BBA revisou as suas projeções para as ações do setor de mineração e siderurgia Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3). Eles também incorporaram os resultados de segundo trimestre, novas projeções de PIB e câmbio e uma expectativa de maior custo de capital para as companhias.

Os analistas apontam que, “apesar da média estimada por eles para o minério de ferro em 2021 ter subido levemente de US$ 150 a tonelada para US$ 170 a tonelada, vemos um cenário desafiador para a commodity, destacando os dados recentes indicando queda na produção de aço na China”.

Para eles, as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco reduziu a recomendação para ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado). O preço-alvo para CSN passou de R$ 61 para R$ 48 (ainda  alta de 12,6% frente ao fechamento de sexta-feira) e para Usiminas passou de R$ 28 para R$ 24 (ainda alta de 13,5% em relação ao fechamento de sexta).

Além disso, foi reduzido o preço-alvo dos American Depositary Receipts (ADR, na prática, os papéis da companhia negociados no exterior) da Vale de US$ 26 para US$ 25 e da Gerdau de R$ 45 para R$ 40, com potencial respectivo de ganhos de 21,1% e 27,8% em relação ao fechamento da última sexta-feira. A recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) foi reiterada para os papéis das duas companhias.

Com relação à CSN, os analistas do BBA veem a empresa com custos maiores no segmento de mineração, o que vai mitigar os preços realizados de aço doméstico mais altos. Da mesma forma, a normalização no preço da commodity deve afetar os números de Usiminas.

A Vale, por sua vez, deve seguir se beneficiando do forte volume de produção mesmo com a queda nos preços do minério, podendo distribuir cerca de US$ 5 bilhões em dividendos extraordinários. A normalização no mercado de aço deve afetar os preços da Gerdau; Contudo, como a Gerdau não tem exposição ao minério, isso a ajuda, aponta o BBA.

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