Itaú BBA reduz projeção do PIB brasileiro em 2012, de 3,1% para 2%

Dados do 1º trimestre e queda na produção industrial em abril devem impactar desempenho da economia doméstica, mostra corretora

Publicidade

SÃO PAULO – O Itaú BBA revisou para baixo nesta terça-feira (5) a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, de 3,1% para 2,0%, diante de um cenário econômico doméstico mais fraco no primeiro trimestre e a queda da produção industrial em abril, que aponta para um período mais longo de ajuste de estoques.

Vale lembrar que no primeiro trimestre, a corretora estimava um crescimento da economia brasileira de 1,4%, porém a economia mostrou um avanço tímido de apenas 0,8%.

Para a equipe de analistas da corretora, o baixo crescimento da economia nos primeiros três meses deste ano e os recentes dados do segundo trimestre reduzem as chances de um avanço muito superior a 2% em 2012, o que só deveria ocorrer se houvesse uma surpresa positiva do PIB no período entre abril e junho, de por exemplo 1,5%, e a sustentação desse ritmo elevado de expansão para os outros dois trimestres posteriores.

Essas implicações levaram os analistas a considerarem um crescimento mais moderado do PIB em 2013, reduzindo também suas estimativas de 5,1% para 4,5%. Eles lembraram que embora o cenário deste ano contemple ainda uma aceleração da atividade econômica no segundo trimestre, o ritmo deve ser mais gradual do que o esperado, impactando no desempenho do próximo ano. 

Entre os principais riscos para a consolidação deste cenário econômico traçado pela corretora seria uma deterioração do panorama internacional e a contaminação rápida do mercado de trabalho em consequência de um período mais prolongado de baixo crescimento econômico.

Mais um pessimista
O Itaú se une a outras grandes casas de análise a reduzir suas estimativas para o PIB brasileiro. Após a divulgação dos dados trimestrais da economia brasileira na última sexta-feira, Barclays, Concórdia, Credit Suisse, LCA, JP Morgan e Bank of America Merrill Lynch cortaram suas projeções para o crescimento do Brasil em 2012. Já na segunda-feira (4), o Credit Suisse voltou a reduzir suas estimativas para o PIB, indo no mesmo caminho que o BTG Pactual.