Itaú BBA reduz projeção do dólar para R$ 5,40 ao fim de 2026

Apesar da cotação mais alta do que a atual, a projeção fica abaixo daquela apontada na mediana do último Boletim Focus

Paulo Barros

Notas de real e dólar em imagem de ilustração
18 de dezembro de 2024
REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real e dólar em imagem de ilustração 18 de dezembro de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli

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O Itaú BBA revisou para baixo sua projeção para o dólar em 2026, passando a estimar uma taxa de câmbio de R$ 5,40 ao fim do ano. Apesar de mais alto o que o câmbio atual, é inferior à mediana das expectativas do mercado financeiro captadas pelo Boletim Focus do Banco Central.

Segundo o Focus divulgado em 23 de fevereiro, a estimativa para o dólar ao fim de 2026 recuou de R$ 5,50 para R$ 5,45.

Sobre a economia, o banco avalia que a economia brasileira apresenta desaceleração. O setor de serviços encerrou 2025 praticamente estável, enquanto indicadores de curto prazo apontam moderação da atividade no início de 2026.

A projeção é de crescimento moderado do Produto Interno Bruto ao longo do ano, em ambiente de condições financeiras restritivas e perda de fôlego da demanda doméstica.

Os analistas também projetam um IPCA acumulado em 12 meses em torno de 4,4%, acima do centro da meta. Apesar de sinais de desaceleração em alguns componentes, a inflação de serviços e itens ligados ao mercado de trabalho segue pressionada.

Os indicadores de emprego mostram resiliência, diz o banco, com apenas sinais iniciais de arrefecimento, o que tende a sustentar pressões inflacionárias no curto prazo.

Selic em 12,75% ao fim do ano

No cenário traçado pelo Itaú BBA, a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12,75% ao ano. O patamar é superior ao projetado pelo mercado no Focus, cuja mediana está em torno de 12,13% para o fim do período.

O banco também destaca desafios fiscais no horizonte, com necessidade de medidas adicionais para cumprimento das metas estabelecidas.

Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos