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SÃO PAULO – Apesar de vários problemas enfrentados, o setor de telecomunicações e tecnologia segue com uma capacidade bastante forte para crescer, aponta o Itaú BBA. As perspectivas de crescimento se baseiam na pesquisa de mercado realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que mostra que o mercado ainda está sendo pouco explorado no País.
Segundo os analistas Susana Salaru e Pedro Maia, embora haja um ambiente competitivo no Brasil, o setor pode se beneficiar da mudança de dinâmica geográfica, com o aumento na demanda em outras regiões do País. No segmento móvel, por exemplo, a taxa de penetração é de 88,9% – de 38,6% em 2003 -, sugerindo que o aumento da base de clientes ainda é um importante motor de crescimento.
Espaço para crescer
Apesar do forte aumento nos últimos anos, estes dados se mostram significativamente menores do que o levantamento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – que mostrou que a densidade móvel atingiu 131,1%. Esta diferença se dá pois o estudo da agência se concentra sobre o número de chips de ativos ao invés do número de usuários com acesso de telefonia móvel, o que torna difícil determinar a saturação do mercado e indicando que ainda há espaço para expansão.
Além disso, a distância entre indivíduos com computadores com e sem acesso à internet releva uma demanda reprimida adicional de cerca de 13,4 milhões de assinantes, que podem ser capturados por planos fixos e móveis disponíveis no mercado, apontam os analistas. Neste cenário, vê-se ainda a melhoria da distribuição de renda no Brasil, impactando o perfil de consumo e com um apoio significativo para o crescimento dos setores de tecnologia e telecomunições.
Deste modo, Susana e Maia concluem que a penetração móvel pode continuar a crescer entre os consumidores de baixa renda sendo que, desde 2003, a maior parte do crescimento tem sido em domicílios com rendimento abaixo de dez salários mínimos. Apesar deste aumento, isso ainda representa um diferença de penetração de 11% de consumidores de renda mais alta, apontam os analistas. Deste modo, tendo em conta que o grupo de renda mais baixa representa 165.800 mil pessoas, registrando um aumento potencial de 18,7 milhões de clientes.