Itaú BBA corta projeção para PIB do Brasil em 2012 para 2,8%

Esperando ritmo econômico lento, corretora revisa projeções para o País; preços de alimentos devem empurrar alta do IPCA no ano

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SÃO PAULO – Apesar do forte ritmo de vendas de veículos ter ajudado a economia brasileira no mês de junho, o Itaú BBA acredita que a recuperação mais ampla ainda está por vir. A corretora optou, com isso, por revisar suas projeções macroeconômicas, reduzindo a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto), de 2,9% para 2,8% em 2012, enquanto para o próximo ano foi rebaixada a estimativa de 2,8% para 2,6%. 

Segundo a equipe econômica da corretora, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre a produção de veículos leve teve impacto importante no desempenho da economia em junho. Contudo, quando se olha para o conjunto mais amplo de dados, o ritmo ainda é lento, tendo em vista que os primeiros indicadores de julho não mudaram esse quadro. 

Os economistas ressaltam, entratanto, que o surto de vendas impediu nova queda na produção e, de fato, limpou o excesso de estoque nas fábricas, mostrando que o setor está pronto para produzir mais se a demanda se sustentar, como é esperado.

A economia ainda está se beneficiando com os estímulos, uma vez que os juros continuam a cair, o gasto público está crescendo, muitos setores estão operando com impostos mais baixos, e os bancos públicos estão emprestando mais, só que eles esperam por sinais mais claros de que a retomada na economia se alastra. “Até que estes sinais surjam, o caminho de recuperação continuará a cercar-se de riscos”, ressaltam.

Preços de alimentos empurram alta do IPCA
Também foi revisado a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 4,9% para 5,2%, por causa de um repique de preços de grãos, embora tenham reduzido ligeiramente a de 2013 para 5,3%. 

Entre os preços livres, os economistas estimam que os alimentos devem devolver parte da alta provocada até agora pelos preços das commodities. Por outro lado, não deve haver novas quedas em preços de duráveis, como veículos, linha branca e móveis, que em 2012 foram causados por reduções de impostos. 

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Dólar deve ficar em torno de R$ 1,95 em 2012
Já em relação ao dólar, eles esperam que a moeda termine o ano cotada próxima a R$ 1,95, ante estimativa anterior de R$ 1,90. A projeção para 2013 foi mantida em R$ 1,90. 

Por fim, os economistas da corretora mantiveram sua expectativa para a taxa básica de juros Selic para 2012, devendo cair até 7% ao ano. A taxa atualmente encontra-se em 8,0% a.a..

Em 2013, por sua vez, com a volta do crescimento e do risco de inflação, eles esperam que o BC diminua o estímulo monetário, subindo a Selic para 8,5%.