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SÃO PAULO – A Itália estaria conversando com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para um possível pacote de ajuda, fontes à Reuters nessa quarta-feira (30). Contudo, o país não deverá fazer nenhum pedido formal até que o novo primeiro-ministro, Mario Monti, apresente o orçamento do país – no dia 5 de dezembro.
Além disso, o FMI também negou oficialmente as conversas, tanto com o governo italiano, quanto com o governo espanhol. Porém, fontes afirmam que os italianos já estão em discussão com o fundo há semanas, mas que se intensificaram quando a Alemanha deixou claro que o BCE (Banco Central Europeu) não poderia ajudar o governo de Roma automaticamente.
De acordo com fontes não identicadas, o país e a instituição estão atualmente discutindo um pacote de € 400 bilhões. Essa quantia seria maior do que o valor total que o FMI teria para emprestas, embora atalmente haja conversas para que se aumente os recursos do país.
Precisando de ajuda
Esses rumores são antigos, e já têm perdurado por semanas. O antigo premiê italiano, Silvio Berlusconi, havia afirmado que a diretora do FMI, Christine Lagarde, haveria ofecerido € 50 bilhões, um valor que foi visto como insuficiente pelo italiano e por outros oficiais ligados ao país. Lagarde negou ter feito essa oferta.
Um jornal diário italiano havia anunciado o tamanho do pacote de ajuda em € 600 bilhões, com um juros de 5% – o que daria 18 meses para a Itália resolver seus financiamentos no curto prazo. Uma outra saída reportada também seria possibilitar que o BCE emprestasse dinheiro diretamente ao FMI e ao EFSF (Fundo de Estabilização Monetária Europeu)- um mecanismo para driblar o impedimento legal do banco central em ofertar dinheiro para os governos.
Enquanto a França é favorável a essa saída, a Alemanha é contra. De acordo com os alemães, isso interferiria com a independência do BCE e levaria a uma inflação cada vez maior, o que faria os cidadãos europeus mais pobres.