Isenção de impostos para tablet pode estimular queda de até 15% nos preços

Analista da consultoria IDC espera redução dos preços dos tablets; reflexo, também, do aumento na produção

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SÃO PAULO – Com a isenção do PIS e Cofins na produção dos tablets no Brasil, a expectativa é que os preços dos produtos sejam logo afetados, com redução de algo em torno de 10% a 15% nos valores até o final deste ano.

A previsão é do analista da consultoria IDC, José Martim Juacida, que ainda pontua que, a partir de agora, a expectativa é de que a produção aumente e os ganhos de escala contribuam ainda mais para a redução nos preços dos produtos.

Juacida explica que a produção do tablet no Brasil está no período de introdução, o que é marcado por altas taxas de investimento. No entanto, com a redução dos impostos, o aumento da produção e da popularização do produto, esses elementos refletirão futuramente em menores preços de comercialização.

Governo otimista
Com a redução do impostos, o governo estimou uma queda nos preços superior ao previsto pela Consultoria IDC, de aproximadamente 30%. Juacida, no entanto, não acredita que essa redução se confirme, citando razões relacionadas com a própria realidade da indústria brasileira.

Juacida citou que os custos de produção no Brasil, apesar da isenção dos impostos, são ainda muito altos. O mercado de trabalho, por exemplo, apresenta grande escassez de mão de obra qualificada, o que também impede uma queda maior nos preços. “O Brasil sofre com a qualificação dos profissionais. Não há engenheiros em abundância e isso impacta no preço final”.

Além disso, pesa também o fato de que todos os insumos para a produção dos tablets são comprados fora do País. Em relação a isso, a alta do dólar também afeta. Se o dólar continuar em alta, a indústria vai repassar esse custo a mais para o consumidor. “Ela não pode absorver esse custo em sua lucratividade, mesmo porque ela trabalha com uma margem de lucratividade bem apertada”, finaliza Juacida.