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SÃO PAULO – A ISDA (International Swaps and Derivatives Association), órgão que reúne os maiores bancos e “hedge funds” em todo o mundo, está reunida desde às 10h (horário de Brasília) para decidir se a reestruturação da dívida grega configura ou não um evento de crédito.
Caso a resposta da associação seja afirmativa, poderão ser acionados 4.323 contratos de CDSs (credit default swaps) – derivativos de crédito que funcionam como uma proteção contra inadimplência -, no valor líquido de € 3,163 bilhões, conforme estimativas da DTCC, instituição que opera como intermediária na negociação destes contratos.
Cabe lembrar que é a ISDA quem decide se uma operação representa ou não um default e se os bancos que comercializaram os CDSs devem ou não ressarcir os seus compradores.
Reestruturação
Conforme informações oficiais, investidores com 83,5% dos bônus gregos elegíveis para a troca de dívida aceitaram participar da oferta de forma voluntária. Isso permitiu que o governo acionasse as cláusulas de ações coletivas, que obriga os credores reticentes a aceitarem o acordo.
A medida para forçar maior adesão a troca de dívida foi aprovada pelo governo grego, afirmaram dois ministros gregos à imprensa internacional, conforme já era amplamente esperado. A ativação das cláusulas eleva a participação do setor privado para 95,7% na reestruturação da dívida.