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SÃO PAULO – O pagamento antecipado do imposto de renda pelas empresas foi um dos principais motivos apontados pelo coordenador geral de Política Tributária, Eloi de Carvalho, para o recorde de R$ 30,590 bilhões de arrecadação de impostos registrado em fevereiro.
Segundo ele, este ano, as empresas optaram por pagar o IR em janeiro e fevereiro, em vez de esperar esgotar o prazo em março, já que o custo de deixar para o final é mais alto que o rendimento obtido caso aplicassem o dinheiro nestes dois meses.
“Essa antecipação se deve à comparação que o contribuinte faz, tendo dinheiro para pagar o imposto, entre o que poderia ganhar no mercado financeiro em relação à atualização do imposto pela taxa Selic (taxa básica de juros da economia, atualmente em 12,75% ao ano).
Aumento da arrecadação
Outro argumento para o elevado valor da arrecadação, segundo Carvalho, foi o bom desempenho de empresas dos setores de telecomunicações, metalurgia e automotivos, que acabaram incentivando as receitas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).
Ainda de acordo com o coordenador, não existe relação do aumento na arrecadação com possível elevação da carga tributária. “Não houve aumento de alíquotas, portanto, a carga não aumentou”, disse, ao atribuir a elevação ao bom desempenho da economia brasileira.
Pagamentos
As empresas pagaram R$ 659 milhões de IRPJ e R$ 264 milhões de CSLL, em fevereiro, o que representou um crescimento de, respectivamente, 42% e 11,4%, na comparação com fevereiro de 2006.