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SÃO PAULO – A Irlanda enfim entrou com um pedido de ajuda financeira juntos aos órgãos internacionais, contrariando o discurso adotado até o início da última semana e acalmando os mercados internacionais.
No último domingo (21), o Primeiro Ministro Brian Cowen afirmou que espera chegar a um acordo com a União Europeia e com o FMI (Fundo Monetário Internacional) nas próximas semanas. Logo após, o ministro de Finanças Brian Lenihan apontou que o pacote não deverá ser superior a € 100 bilhões.
“O BCE concorda (…) que prover assistência à Irlanda é, garantidamente, salvaguardar a estabilidade financeira da União Europeia e da Zona do Euro”, afirmou a autoridade monetária europeia em nota.
Empréstimos
A ajuda deverá contar com um aporte do EFSF (Fundo Europeu para Estabilização Financeira), estabelecido em maio deste ano, de modo a prevenir que uma crise fiscal afete a credibilidade sobre o euro, moeda compartilhada por 16 dos 27 países que compõem a União Europeia.
Além do mais, o Reino Unido e a Suécia estão prontos para ajudar com empréstimos bilaterais, apontou o Eurogrupo (fórum dos ministros de finanças da UE) em comunicado, o qual também informou que as negociações levarão em conta planos para cortar o déficit da economia da Irlanda e de reestruturação do setor bancário.
“A ajuda financeira da União Europeia e da Zona do Euro será fornecida sob um forte programa fiscal, que será negociado com as autoridades irlandesas pela Comissão e pelo FMI, mediado pelo BCE (Banco Central Europeu)”, informou a nota.
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Programa orçamentário
Ainda nesta semana, a agenda do país é marcada pela intenção de Brian Cowen anunciar o orçamento do país para os próximos quatro anos, buscando uma consolidação fiscal de € 6 bilhões em 2011, além de € 15 bilhões em quatro anos.
“Isso irá construir um ajuste fiscal e reformas estruturais que serão colocadas em prática pelas autoridades irlandesas em sua estratégia orçamentária de quatro anos”, afirmou a Comissão Europeia, a qual afirmou que tais medidas fazem parte do plano para cortar o déficit para 3% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2014.
Além do mais, o programa incluirá um financiamento para futuras necessidades de capital para o setor bancário, o qual deverá ser desalavancado e reestruturado.
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Grécia
Este é o segundo país da União Europeia que receberá ajuda internacional, uma vez que no dia 2 de Maio a UE e o FMI aprovaram um pacote de € 110 bilhões para a Grécia, a qual teve que cortar os gastos com pensões e com salários no setor público, além de elevar impostos para combustíveis, álcool e cigarros.