IRB confirma novos processos arbitrais na B3 com pedidos que somam R$ 330 milhões

Ambos os processos têm como principal pedido a condenação ao pagamento de indenizações por supostos prejuízos decorrentes da queda no valor de mercado das ações

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Foto: Divulgação/IRB (Re)
Foto: Divulgação/IRB (Re)

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O IRB (IRBR3) confirma que foram protocolados dois processos arbitrais contra a companhia na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM), após a B3 pedir esclarecimentos sobre reportagem do Valor Econômico intitulada “Itaú Asset e mais 90 fundos entram com novas arbitragens contra o IRB”.

A matéria apontava que a Itaú Asset, representando alguns de seus fundos, teria se unido a outros investidores em uma arbitragem e que o escritório Modesto Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados teria ingressado com novo processo em nome de cerca de 90 fundos, com pedido de indenização que poderia alcançar aproximadamente R$ 1 bilhão.

Em resposta, o ressegurador afirmou que, no dia da publicação da reportagem, não tinha conhecimento dos procedimentos citados. Segundo o IRB Re, apenas na manhã de 2 de fevereiro foi notificado pela CAM sobre o pedido de instauração do Procedimento Arbitral CAM 319/26, que envolve fundos administrados pela Itaú Unibanco Asset e outros que já haviam figurado como requerentes no Procedimento CAM 238/23, instaurado em janeiro de 2023 e do qual parte dos investidores havia sido excluída anteriormente por questões formais, conforme divulgado ao mercado.

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O IRB acrescentou que, em 3 de fevereiro, recebeu nova notificação referente ao Procedimento Arbitral CAM 316/25, que reúne 76 pessoas jurídicas, muitas delas fundos de investimento.

De acordo com a companhia, ambos os processos têm como principal pedido a condenação ao pagamento de indenizações por supostos prejuízos decorrentes da queda no valor de mercado das ações.

Nos documentos apresentados até agora, o IRB informou que, no caso do CAM 319/26, os requerentes são representados pelo escritório Condini e Tescari Advogados e que o valor da causa foi fixado provisoriamente em R$ 10 milhões, apenas para fins de custas processuais. Já no CAM 316/25, os investidores são representados pelo escritório Modesto Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados, com valor estimado provisoriamente em R$ 320 milhões.

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