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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que o Irã pediu a continuação das negociações e que os EUA concordaram, mas que o cessar-fogo acabou.
Sua menção às negociações ocorreu em um dia de relativa calma, ao final de uma semana de conflitos renovados, quando três petroleiros comerciais do Catar e da Arábia Saudita foram alvo de ataques, levando os EUA a atacar alvos iranianos e o Irã a responder com ataques a instalações militares norte-americanas nos países do Golfo. Nenhum ataque foi relatado nesta sexta-feira.

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“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos as negociações. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, escreveu ele.
IRÃ PRONTO PARA “DEFESA TOTAL”, DIZ NEGOCIADOR
O Irã não respondeu imediatamente à postagem de Trump, mas seu principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, disse em comentários publicados em sua conta no Telegram que a guerra nunca terminaria com a rendição de Teerã.
A República Islâmica estava pronta para uma “defesa total” caso os EUA traíssem um memorando de entendimento firmado no mês passado, acrescentou ele.
Esse acordo provisório entre os dois países tinha como objetivo abrir caminho para o fim de um conflito que já dura cinco meses, matou milhares de pessoas, restringiu o abastecimento mundial de energia e gerou temores de uma recessão econômica global mais ampla.
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Negociadores do Catar se reuniram com autoridades iranianas nesta sexta-feira para tentar reduzir as tensões após a troca de ataques entre Irã e EUA e para discutir a navegação pelo Estreito de Ormuz, disse à Reuters uma fonte com conhecimento da situação.
O tráfego diário de petroleiros através da importante via navegável parece ter diminuído nesta sexta-feira, após a série de ataques ter alimentado preocupações sobre a recuperação do fornecimento global de petróleo e do transporte marítimo.
As negociações do Catar visam abordar a implementação do memorando de entendimento entre os EUA e o Irã e as questões que desencadearam a recente escalada, incluindo disputas sobre a navegação no estreito, disse a fonte.
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Conversações anteriores foram anunciadas, mas com poucos sinais de progresso concreto. “Vemos relatos de que as discussões estão em andamento e esperamos que estejam”, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, em Nova York.
Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira, mas mantiveram-se a caminho de ganhos semanais de 5% após as hostilidades. Os títulos do Tesouro dos EUA registraram leve queda devido a preocupações de que a tendência de alta nos preços da energia pudesse agravar as pressões inflacionárias.
OFERTA GLOBAL DE PETRÓLEO AUMENTOU, MAS AINDA ESTÁ ABAIXO DOS NÍVEIS PRÉ-GUERRA
O Estreito de Ormuz era responsável por cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra. Desde então, Teerã assumiu amplamente o controle da via navegável, forçando um impasse em seu confronto com a força militar mais poderosa do mundo.
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Sob o acordo provisório, os EUA encerraram o bloqueio naval aos portos iranianos, e o Irã concordou em garantir a passagem segura de embarcações comerciais.
No entanto, nesta semana, Washington acusou as forças iranianas de atacar três petroleiros na região e, em resposta, atacou instalações militares no Irã. Embora o Irã não tenha assumido a responsabilidade por esses ataques, analistas afirmam que Teerã utiliza tais ações para ganhar vantagem nas negociações.
O Irã, então, atacou instalações militares dos EUA nos países do Golfo na quinta-feira.
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O conselho administrativo da agência de navegação da ONU condenou as tentativas do Irã de impor soberania sobre o Estreito de Ormuz e a “decisão unilateral” de Teerã de criar um órgão para controlar o tráfego pelo estreito.
Antes dos ataques desta semana, o tráfego diário de petroleiros havia atingido seu nível mais alto desde o início da guerra, com uma média de 40 navios transitando pelo estreito. Esse número ainda estava muito aquém da média pré-conflito, de 125 a 140 travessias diárias.
Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmaram, ao darem início à guerra, que seus objetivos eram pôr fim às atividades nucleares do Irã, além de outras metas.
Tammy Bruce, vice-embaixadora dos EUA na ONU, levantou essa questão mais uma vez nesta sexta-feira e voltou a mencionar as negociações, declarando em uma reunião do Conselho de Segurança: “A porta para a diplomacia permanece aberta e é nosso caminho preferido para resolver as preocupações relacionadas ao programa nuclear do Irã.”
O Irã, que tem negado regularmente as acusações de que estaria desenvolvendo uma bomba nuclear, manteve até agora seu estoque de urânio enriquecido quase apto para uso militar, bem como sua capacidade de ameaçar vizinhos com mísseis e drones.