Irã e Omã discutem corredor temporário em Ormuz enquanto impasse com EUA se prolonga

Irã e Omã vêm mantendo negociações intermitentes há semanas sobre o controle do tráfego por essa via navegável estratégica

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CAIRO, 26 Ago (Reuters) – O Irã afirmou ⁠ter retomado as negociações com o vizinho Omã para ⁠gerenciar o Estreito de Ormuz, enquanto enfrenta maior pressão econômica do presidente dos Estados Unidos, ‌Donald Trump.

Irã e Omã vêm mantendo negociações intermitentes há semanas sobre o controle do tráfego por essa via navegável estratégica, que respondia por um quinto dos embarques globais de petróleo ‌e gás natural liquefeito antes do início da guerra, em fevereiro.

A maior parte da navegação foi interrompida desde então.

Os dois países afirmaram nesta terça-feira que discutiram “um corredor de navegação temporário conjunto” pelo estreito e concordaram em remover as mina .

Trump afirmou que todas as minas no estreito foram removidas, repetindo comentários que já havia feito.

Embora as hostilidades ativas entre os EUA e ⁠o ‌Irã tenham diminuído consideravelmente, os esforços diplomáticos para chegar a um acordo de paz estão ⁠paralisados e a passagem pela via navegável continua perigosa.

Um petroleiro foi atingido nesta terça-feira por um projétil não identificado e ficou inoperante a cerca de 17 km a nordeste de Ash Shishah, em Omã, que fica na entrada do estreito, informou a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

Separadamente, o Serviço Secreto ​dos EUA informou nesta terça-feira que estava ciente de um vídeo transmitido pela televisão estatal iraniana discutindo um possível plano para assassinar o filho mais novo de ​Trump, Barron.

Um vídeo de três minutos transmitido pela TV estatal iraniana discutiu uma possível conspiração para assassinar Barron Trump, de 20 anos, alegando que ele estava sendo vigiado e que uma recompensa de US$10 milhões havia sido oferecida por sua morte.

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SANÇÕES

Apesar das tensões em curso, os EUA estão começando a enviar pessoal de volta a algumas missões diplomáticas ‌no Oriente Médio que haviam tido seu efetivo reduzido em ​meio às tensões com o Irã, disseram duas pessoas a par do assunto à Reuters.

A medida sugere que Washington vê um risco menor de o conflito com o Irã se agravar no curto prazo, embora ⁠algumas embaixadas operem inicialmente abaixo ​da capacidade total.

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Em um ​esforço para prejudicar a economia do Irã, os Estados Unidos ameaçaram, na segunda-feira, punir os países que continuarem a ⁠fazer negócios com o Irã, mas afirmaram que ​não imporiam sanções imediatamente.

Os preços do petróleo caíram pelo segundo dia consecutivo, à medida que os operadores ignoraram o impacto das sanções dos EUA, enquanto o Irã denunciou a tentativa dos EUA ​de isolar sua economia como um ato de “grave ilegalidade”, expressando confiança de que muitos países não se juntariam à campanha de pressão.

A aprovação pública dos ​EUA em relação à guerra ⁠caiu para o nível mais baixo desde os primeiros dias do conflito, e a popularidade de Trump também está ⁠em seu nível mais baixo, poucos meses antes das eleições para o Congresso em novembro, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos.

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Milhares de pessoas morreram no conflito, a maioria delas no Irã e no Líbano, enquanto os EUA e Israel enfraqueceram grande parte da capacidade militar convencional do Irã. O estado exato de seu programa nuclear, que os EUA e Israel pretendem desmantelar, permanece ​desconhecido.