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SÃO PAULO – A crise envolvendo o Ocidente e o programa nuclear do Irã, que vem contribuindo para a alta de cerca de 15% do preço do petróleo no ano, parece longe de um final pacífico.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadi-Nejad, desprezou na quarta-feira (17), uma oferta de incentivos feita pela comunidade européia, para interromper o enriquecimento de urânio, processo necessário no programa nuclear.
“Eles pensam que estão lidando com uma criança de quatro anos de idade, oferecendo doces e nozes e pegando ouro em troca”, discursou Ahmadi-Nejad a uma multidão na cidade de Arak.
A proposta européia incluiria, além de outros benefícios, a realização de acordos comerciais. A partir de agora, o cenário se mostra incerto, sobretudo após o adiamento da reunião que seria realizada na sexta-feira (19), entre diplomatas de França, Alemanha, Reino Unido, EUA, Rússia e China.
Flexibilidade russa
A reunião teria em pauta a postura da Rússia dentro do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Os russos evitam a decisão de impor sanções militares e econômicas ao Irã.
Fins energéticos?
O presidente do Irã parece decidido a rejeitar qualquer exigência para abandonar um programa nuclear que gera a desconfiança das potências ocidentais. A despeito das justificativas de fins puramente energéticos, analistas internacionais interpretam que os iranianos estão atrás de uma bomba atômica própria.