Irã condena ataque dos EUA a petroleiro em Ormuz e ameaça retaliar países da região

Segundo chancelaria iraniana, ataques representam uma "violação flagrante" da Carta das Nações Unidas

Estadão Conteúdo

Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, próximo à fronteira com a região administrativa de Musandam, em Omã, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, nos Emirados Árabes Unidos, 11 de março de 2026. REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo/Foto de Arquivo
Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, próximo à fronteira com a região administrativa de Musandam, em Omã, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, nos Emirados Árabes Unidos, 11 de março de 2026. REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo/Foto de Arquivo

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O Ministério da Relações Exteriores do Irã condenou nesta quarta-feira (3) ataques atribuídos aos Estados Unidos contra um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e uma torre de telecomunicações na ilha de Qeshm, afirmando que as ações violam o cessar-fogo em vigor e o direito internacional. Em comunicado, Teerã também responsabilizou Kuwait e Bahrein por supostamente terem permitido o uso de seus territórios para a operação.

Segundo a chancelaria iraniana, os ataques ocorreram nas primeiras horas do dia e representam uma “violação flagrante” da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força nas relações internacionais. O governo iraniano afirmou ainda que a ofensiva rompeu o entendimento de cessar-fogo firmado anteriormente entre as partes.

O ministério acusou Washington de utilizar de forma “colonial” instalações e territórios de países da região para conduzir ações militares contra o Irã e destacou a responsabilidade direta e inequívoca” dos governos do Kuwait e do Bahrein pelos acontecimentos.

Teerã advertiu que qualquer país que permita o uso de seu território, espaço aéreo, águas territoriais ou bases militares para apoiar operações contra o Irã poderá ser considerado participante de um ato de agressão, nos termos da Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU.

O governo iraniano reiterou que exercerá seu “direito inerente de defesa” para proteger sua soberania e integridade territorial e afirmou que utilizará “todos os meios disponíveis” para responder aos ataques. Segundo o comunicado, a resposta poderá incluir ações contra a “origem e a fonte” das operações militares.

A chancelaria acrescentou que a responsabilidade por eventuais consequências da escalada recairá sobre os “agressores americano-sionistas” e sobre os países que, segundo o Irã, contribuírem para ações militares contra a República Islâmica ao disponibilizar território ou infraestrutura para esse fim.

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