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SÃO PAULO – Nos últimos tempos, muito se tem reclamado da alta carga tributária existente no País. Ao analisarmos os dados divulgados nesta terça-feira (19) pela Receita Federal no que refere à arrecadação tributária, nos nove primeiros meses deste ano, o que se constata é que o imposto que mais contribui para o total arrecadado ainda é o Imposto de Renda, seguido da Cofins e da CPMF.
Juntos, o IR, a Cofins e a CPMF respondem por 63,7% do volume total arrecadado no mês de setembro que, segundo a Receita Federal, ficou em R$ 27,063 bilhões. Essa participação aumenta para 64%, quando se analisa a arrecadação acumulada nos nove primeiros meses do ano, que foi de R$ 240,4 bilhões.
A forte concentração na arrecadação tributária é um dos maiores problemas enfrentados pelo Governo no que refere à desoneração, ou seja, redução da carga tributária nacional.
Cerca de 1/3 da arrecadação com IR vem de salário
Assim, em termos absolutos, no mês de setembro foram arrecadados, respectivamente, R$ 8,039 bilhões em imposto de renda (30% do total), R$ 6,717 bilhões com a Cofins (25% do total) e R$ 2,496 bilhões com a CPMF (9% do total).
Quanto ao imposto de renda, R$ 4,657 bilhões, ou quase 58% do arrecadado no mês, refere-se a imposto retido na fonte, sendo que, neste caso, a maior parcela está relacionada aos rendimentos de trabalho, ou seja, sobre os salários cuja arrecadação foi de R$ 2,623 bilhões em setembro.
Diante disso, os impostos retidos na fonte sobre salários responderam por quase um terço do total arrecadado com imposto de renda no mês de setembro.
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CPMF cresceu mais no acumulado do ano
Ainda que a CPMF tenha uma participação menor no volume arrecadado, o que se verifica é que, na comparação anual com o volume arrecadado em setembro do ano passado, ela foi a que mais cresceu em termos reais com relação ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): 35,14%.
Em seguida vieram o IOF e a Cofins, cujos crescimentos em termos reais, na comparação com setembro do ano passado, foram de 27,68% e 26%, respectivamente.
Ainda que o crescimento, em termos reais, da arrecadação com imposto de renda no mesmo período tenha sido menor, de 13%, a parcela referente ao imposto retido na fonte sobre salários teve crescimento bastante acentuado, de 32%.