IPOs: 54 empresas já estão prontas para abrir capital, diz B3

Além das companhias que já têm a documentação para IPO, a diretora cita também cerca de mil companhias com potencial de listagem

Camille Bocanegra

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

Mesmo com mercado desafiador para IPOs (oferta inicial de ações), 54 companhias já estão com a documentação organizada para abertura de capital, segundo Viviane Basso, diretora de Pós-Negociação da B3 (B3SA3).

A diretora forneceu dados sobre experiências e serviços para empresas listadas no B3 Day 2025, evento que reuniu investidores e imprensa nesta terça-feira (16) sobre perspectivas da companhia para 2026.

Entre os números apresentados a partir da base de dados da Neoway, há 54 empresas com registro categoria A na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e que ainda não fizeram IPO, por aguardarem a janela. Em documento fornecido pela própria B3 sobre orientações para abertura de capital, o registro garante que a companhia fique cadastrada perante a CVM. Além disso, deve ser realizado o registro da oferta também na autarquia, a depender do público-alvo.

Continua depois da publicidade

A B3 elenca como algumas das principais vantagens da abertura de capital o financiamento de projetos de investimento, a facilitação de processos de fusão e aquisição (M&A) e a liquidez patrimonial, assim como a facilitação de desinvestimento de investidores estratégicos.

Além das companhias que já têm a documentação para IPO, a diretora cita também que há cerca de mil companhias que faturam mais de R$ 500 milhões e teriam potencial de listagem. Entre os potenciais emissores, há também 3,5 mil companhias ativas no Brasil com faturamento acima de R$ 500 milhões e ainda em crescimento, e 121 mil empresas com faturamento acima de R$ 300 milhões também em fase de crescimento.

Soluções e Regime Fácil

Enquanto a janela de IPOs não é reaberta, a diretora cita algumas iniciativas da B3 com foco em reforçar o posicionamento competitivo no mercado. Uma delas seria o Regime Fácil, que visa simplificar a observância e reduziria custos de listagem para companhias com faturamento até R$ 500 milhões.