After Market

IPO da Par Corretora surpreende, Petrobras e mais 7 notícias agitam esta terça

Confira os principais destaques corporativos da noite desta terça-feira

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SÃO PAULO – O noticiário corporativo foi mais calmo na noite desta terça-feira, sem grandes anúncios das blue chips da Bolsa. O principal destaque ficou com o IPO (Initial Public Offering) da Par Corretora, corte de rating da Energias do Brasil e prejuízo da Tereos após ação disparar mais de 10% neste pregão. Confira abaixo os principais destaques após o fechamento desta sessão:

Petrobras
A Petrobras (PETR3; PETR4) convocou nesta noite assembleia geral extraordinária para o dia 1° de julho para reformar o estatuto social, além de aprovar a eleição de novo membros suplentes do conselho de administração e acréscimo da remuneração global dos administradores da empresa.  

A estatal divulgou os nomes dos candidatos indicados pela União como suplentes. O diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, é o nome proposto para suplente da vaga de Aldemir Bendine, presidente da companhia, no colegiado. Para suplente de Murilo Ferreira, presidente do conselho de administração, foi proposto Clóvis Torres Júnior, executivo da área jurídica da Vale. Além desses, foram propostos os nomes de Dan Antonio Marinho Conrado, suplente de Luiz Navarro, Jerônimo Antunes, suplente de Nelson Carvalho, João Victor Issler, suplente de Roberto Castello Branco, Carlos Antonio Levi da Conceição, suplente de Segen Estefen, e Júlio Cesar Maciel Ramundo, suplente de Luciano Coutinho. 

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Par Corretora
A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Par Corretora foi precificada acima da faixa indicada inicialmente pelos coordenadores, resultado surpreendente da primeira estreia na bolsa brasileira em cerca de oito meses. A oferta da corretora de seguros, que tem a Caixa Seguros Holding e a GP Investments entre os principais acionistas, saiu a R$ 12,33 por papel, acima da faixa indicativa fixada inicialmente pelos coordenadores da operação, de R$ 11,25 a 11,60 cada.

A oferta teve apenas da venda secundária (de ações detidas pelos atuais sócios da companhia) e movimentou 48.888.890 papéis, num montante financeiro de R$ 602,8 milhões.

Sabesp
A Sabesp (SBSP3) negocia com Guarulhos dívida do município, informou a Bloomberg.  

BRF
A BRF (BRFS3) comunicou que o impacto da oferta de recompra no resultado do segundo trimestre deste ano será de aproximadamente US$ 89 milhões. 

Cesp
A Standard & Poor’s reafirmou o rating “BBB-” e “brAAA”, em escala global e nacional, da estatal elétrica Cesp (CESP6). A perspectiva dos ratings é estável. Segundo a agência, a companhia mantém forte performance financeira, apesar da seca que afeta o Sudeste do País, devido principalmente a sua política comercial conservadora. 

Tereos 
A Tereos Internacional (TERI3), empresa com operação em cana-de-açúcar e amidos no Brasil, na África e na Europa, além de atuação com processamento de milho na Ásia, informou que teve no trimestre encerrado em 31 de março deste ano (equivalente ao 4° trimestre da safra 2014/2015) um prejuízo líquido de R$ 106 milhões, contra perda de R$ 8,1 milhões um ano antes. A receita líquida ficou em R$ 2,1 bilhões, queda de 4,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

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Segundo a companhia, o resultado é reflexo da menor rentabilidade do negócio sucroalcooleiro no Brasil e da pressão de margens na operação de amidos, efeito de um ambiente econômico mais fraco. 

Vale mencionar que nesta sessão, antes da divulgação do balanço, as ações da companhia dispararam 10,9%, atingindo R$ 1,01, maior cotação em um mês.

Ultrapar
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) absolveu conselheiros da Ultrapar (UGPA3) em julgamento nesta terça-feira que avaliou a conduta de executivos na compra do grupo Ipiranga, em 2007. 
Em março daquele ano, a Ultrapar anunciou a compra do grupo Ipiranga e uma consequente reorganização societária, que transformaria as empresas do grupo em subsidiárias da Ultrapar, mediante a troca por ações preferenciais.

Os conselheiros Roberto Kutschat Neto e André Covre foram acusados de violar o dever de lealdade ao atestarem nas reuniões do Conselhos de subsidiárias da Ipiranga a independência do Deutsche Bank na elaboração do laudo de avaliação que subsidiou a relação de troca no protocolo de incorporação, apesar de cientes da inexistência desta independência.

Mas o colegiado da CVM acompanhou o voto do relator do caso Roberto Tadeu Antunes Fernandes, de que os indícios apurados pela acusação não foram suficientes para comprovar o direcionamento dos trabalhos do Deutsche Bank em favor da Ultrapar e a ausência de independência do laudo de avaliação.

Energias do Brasil
A Moody’s rebaixou as notas de crédito da Energias do Brasil (ENBR3) de “Ba1” para “Ba2”, ao mesmo tempo em que cortou a perspectiva para negativa, concluindo o processo de revisão do rebaixamento iniciado em 6 de março. Segundo a agência de classificação de risco, o novo rating reflete o enfraquecimento da liquidez da companhia, assim como a expectativa da Moody’s de que as métricas de crédito consolidadas da companhia continuarão se deteriorando. 

Eneva
A Eneva (ENEV3) informou nesta noite que aprovou o aumento de capital privado da companhia de até R$ 3,65 bilhões dentro do plano de recuperação judicial, mediante a emissão de até 24,3 bilhões de ações. O preço da emissão será de R$ 0,15, correspondendo a um deságio de 62,4% em relação à média ponderada da cotação pelo volume de ações ordinárias emitidas pela companhia nos 60 dias anteriores a 12 de fevereiro deste ano, data da divulgação da primeira versão do plano. 
 

(Com Reuters)

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