Inflação

IPCA tem maior alta para novembro desde 2002 e chega a 10,48% em 12 meses

Pesquisa mostrou que a mediana dos analistas esperava alta de 0,95% no índice na comparação mensal e 10,42% no acumulado de 12 meses

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SÃO PAULO – O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 1,01% em novembro, frente à alta de 0,82% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (9). O resultado ficou acima do esperado pelo mercado.

Com isso, no acumulado de 12 meses, o IPCA tem alta de 10,48%, bem acima do teto da meta do governo de 6,5%. O resultado foi superior aos 9,93% dos doze meses imediatamente anteriores. A mediana das expectativas dos analistas era de avanço de 0,95% no mês passado, segundo a pesquisa Bloomberg. Para o acumulado em 12 meses, a expectativa mediana era de em torno de 10,42% de inflação.

Desde 2002, quando atingiu 3,02%, não havia registro de IPCA mais alto num mês de novembro. Com o acumulado no ano em 9,62%, bem acima dos 5,58% de igual período de 2014, constitui-se no mais elevado acumulado com referência ao período de janeiro a novembro desde 2002, que ficou em 10,22%. 

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Dentre os culpados para este nível de inflação, pelo segundo mês consecutivo, os combustíveis, (5,14% de peso no IPCA), lideraram o ranking. Mais caros em 4,16%, o impacto foi de 0,21 p.p. O preço do litro da gasolina ficou 3,21% mais caro para o consumidor, exercendo impacto de 0,13 p.p. Levando em conta outubro e novembro, a alta foi de 8,42% nas bombas, motivada pelo reajuste de 6,00% vigente ao nível das refinarias desde 30 de setembro. Em relação ao acumulado no ano, os preços subiram 18,61%, indo dos 10,40% registrados em Campo Grande até os 24,35% de Recife.

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