Publicidade
SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), divulgado na manhã desta sexta-feira, dia 11 de março, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi quase idêntico à medição anterior, com variação de 0,59% em fevereiro.
O indice veio levemente acima da medição anterior, quando o indicador apontou alta de 0,58% nos preços. Porém, a variação foi pouco menor do que a esperada pelo mercado, já que o Relatório Focus, do Banco Central, projetava alta de 0,60% no período.
Com este resultado, nos últimos doze meses, o IPCA acumulou alta de 7,39%, pouco abaixo da variação de 7,41% dos doze meses anteriores. O índice já acumula alta de 1,17% em 2005.
Alta do item cursos impulsionou o índice
Apesar da desaceleração da maioria dos itens pesquisados, o impacto sazonal do reajuste das mensalidades escolares impulsionou o IPCA de fevereiro. Assim, o item cursos apresentou aumento de 6,29%. Isso ocorreu porque normalmente as mensalidades são reajustadas no início do ano e registradas no índice de fevereiro.
De acordo com o IBGE, itens importantes que tiveram variação menor que a registrada em janeiro, foram os combustíveis, como a gasolina, por exemplo, que apresentou deflação de 0,79% em fevereiro frente à variação positiva de 0,06% em janeiro.
Já o grupo alimentos apresentou recuo da inflação medida pelo índice, passando de 0,78% em janeiro, para 0,49% em fevereiro. Em função das liquidações de verão, os artigos de vestuários apresentaram deflação de 0,22%, frente à alta de 0,23% registrada na medição anterior.
Continua depois da publicidade
Maior inflação foi registrada em Brasília
Na análise regional, a maior inflação em janeiro foi registrada em Brasília, onde o índice registrou variação positiva de 1,54%.
Por outro lado, o menor avanço dos preços foi identificado em Curitiba, com variação de 0,20% no período. Em São Paulo o IPCA apontou inflação de 0,68% em fevereiro, acima da medição anterior de 0,53%.
Entenda o índice
O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos e seus dados são coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
Os preços para cálculo foram coletados no período de 28 de janeiro a 28 de fevereiro e comparados com os vigentes entre 28 de dezembro e 27 de janeiro.