IPCA encerra 2009 com inflação de 4,31%, voltando ao patamar de 2007

No acumulado do ano, destaque para a variação positiva de 8,03% nos preços do grupo Despesas Pessoais

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SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial da inflação doméstica, registrou alta de 0,37% no mês passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Dessa forma, o índice apurou taxa 0,04 ponto percentual inferior à medição do mês de novembro (+0,41%). Cabe lembrar que, em dezembro de 2008, o IPCA apontara inflação de 0,28%.

Acumulado do ano
No acumulado de 2009, o indicador registrou inflação de 4,31%, abaixo da meta do CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,50%. Com o desempenho, o índice demonstra trajetória decrescente, retornando aos níveis de 2007 (4,46%) após registrar sua maior alta em 2008 (5,90%).

Durante o ano passado, a taxa mensal mais elevada foi reportada no mês de fevereiro, quando o índice apontou inflação de 0,55%.

Quanto às expectativas do mercado, o desempenho do décimo segundo mês de 2009 ficou levemente acima do esperado, como mostram os números do último relatório Focus. Segundo a consulta, a mediana das estimativas dava conta de inflação de 0,35% em dezembro e 4,29% no acumulado do ano.

Despesas pessoais tem maior alta no ano
De acordo com o IBGE, no acumulado do ano, o grupo Despesas Pessoais ficou com a maior alta (8,03%) . No período, o preço dos serviços pessoais variou positivamente em 7,50%, enquanto o preço do cigarro apresentou alta de 27%.

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A análise regional trouxe destaque para Brasília, que foi a região metropolitana que apontou a maior taxa de inflação anual, com variação positiva de 4,92%. Goiânia ficou na outra ponta ao registrar variação positiva de 3,45%.

Maiores variações em outubro % Menores variações em outubro %
Brasília +4,92% Goiânia +3,45%
Belo Horizonte +4,67% Porto Alegre +3,72%
Curitiba +4,67% Rio de Janeiro +3,85%

Mais sobre o índice
O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários-mínimos e seus dados são coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.