IPCA e temporada de resultados nos EUA trazem forte avanço ao risco-Brasil

Atenção maior para o prejuízo de US$ 7,8 bilhões da AIG; resultado favorável do Trade Balance é ofuscado pela esfera corporativa

Publicidade

SÃO PAULO – Em reposta às perdas externas trazidas, novamente, pela temporada de resultados das companhias norte-americanas, o risco-Brasil opera com forte avanço de 13 pontos nesta sexta-feira (9). Diante do fraco noticiário corporativo, as referências positivas da agenda econômica seguem ofuscadas.

Os investidores dão maior atenção à divulgação do balanço da norte-americana AIG. Além de informar um expressivo prejuízo de US$ 7,8 bilhões no trimestre, a maior seguradora do mundo também afirmou precisar capitalizar-se em US$ 12,5 bilhões.

O déficit na balança comercial norte-americana retrocedeu. O saldo negativo passou de US$ 61,7 bilhões em fevereiro para US$ 58,2 bilhões em março, abaixo do projetado, que girava em torno de déficit de US$ 61,3 bilhões.

Já a agenda econômica doméstica impõe cautela, com a divulgação da aceleração na inflação medida pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) em abril.

Risco-Brasil dispara

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 218 pontos-base, alta de 13 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em alta de 0,07% na tarde desta sexta-feira, cotado a 138,15 centavos de dólar.

Continua depois da publicidade

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
Global 40 138,15 138,05 +0,07