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SÃO PAULO – O resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, que ficou abaixo do esperado, influenciado principalmente pela desaceleração do avanço nos preços de alimentos, melhorou a percepção dos analistas para o cenário da inflação no País neste ano.
“Nossa projeção para a alta do IPCA em 2007 foi revista pra baixo, de 4,0% para 3,9%, ao passo que a para 2008 foi mantida em 3,9%”, afirma a consultoria LCA. O indicador caiu de 0,47% para 0,18% no mês passado, graças ao menor aumento nos preços de alimentos, que ficou em 0,44%, contra alta de 1,39% registrada em agosto.
“O IPCA de setembro corroborou nossa projeção de 3,7% para 2007 e de 4,2% para 2008”, interpreta a equipe do Bradesco que, mesmo assim, concorda que o ambiente futuro de inflação é mais cauteloso. “A atuação do Banco Central deve ser focada na inflação de 2008, esta sim terá um componente de demanda atuando de forma mais intensa.”
Alívio no IPCA
Para os analistas do banco, a principal conclusão com os dados recentes é que o nível geral de preços deste ano será explicado fundamentalmente pelo grupo de alimentação. Nesse caso, a LCA destaca o alívio de setembro diante da pressão dos últimos meses, especialmente no segmento de leite e derivados.
“Além disso, os preços dos combustíveis estão evoluindo de forma mais favorável do que esperávamos, embora devam registrar alguma aceleração nos próximos meses (refletindo questões sazonais)”, completa a consultoria, que cortou sua previsão para o IPCA de outubro de 0,35% para 0,25%.