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O IBGE acaba de divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de setembro. O índice ficou em 0,28%, abaixo da expectativa do mercado que era de 0,35%. Esta variação é a menor registrada pelo IPCA desde outubro do ano passado, quando a variação foi positiva em 0,14%.
O recuo no índice em setembro se deveu à combinação da queda dos preços dos produtos alimentícios e à menor pressão das variações dos preços administrados (energia elétrica, telefonia, combustíveis, petróleo, etc). Em agosto, o índice atingiu 0,70%, enquanto em setembro de 2000, o IPCA foi de 0,23%. O acumulado deste ano chega agora a 5,35%, levando a taxa em doze meses a 6,41%.
Em 2001, os reajustes anuais de tarifas públicas se concentraram em junho, julho e agosto. A gasolina, por exemplo, apresentou variação negativa de 0,58%, enquanto em agosto a alta foi de 0,98%. Já os preços de alimentos registraram alta de 0,39% abaixo da alta registrada em agosto que foi de 0,83%. Tendência que também se verificou para os preços de produtos não alimentícios, cuja alta em setembro ficou 0,41 ponto abaixo da de agosto.
Segundo o IBGE, o principal aumento no mês de setembro ficou com as tarifas dos ônibus urbanos, que com uma elevação de 1,24%, contribuíram individualmente com 0,06 ponto percentual na formação do IPCA. Por outro lado, a queda dos preços dos produtos alimentícios teve como principal destaque o preço do leite pasteurizado, que caiu 4,16% no mês.
As capitais brasileiras mais caras durante a apuração do índice em setembro são Salvador (+0,93%), Recife (+0,78%), Brasília (+0,71%) e Curitiba (+0,44%). Por outro lado, a cidade de São Paulo registrou, em setembro, o índice regional mais baixo (+0,09%), seguida por Fortaleza (+0,11%) e Belo Horizonte (+0,17%).
O IPCA ficou abaixo das expectativas do mercado, contudo nos próximos meses o efeito de um novo aumento das tarifas de energia elétrica, somado ao efeito inflacionário da alta dos combustíveis em outubro, pode gerar novas pressões sobre o IPCA. O governo brasileiro e o FMI escolheram este índice para acompanhar a inflação no Brasil, a meta do acordo para 2001 é de uma alta de 4%, com flexibilidade de até 2,0 pontos percentuais para cima ou para baixo. Dentre os fatores que contribuíram para o aumento na taxa acumulada no ano, destacam-se os reajustes anuais de tarifas públicas, a alta do dólar e a crise energética que geram um forte impacto sobre os preços.
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O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, referindo-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 9 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do IPCA de setembro foram comparados os preços coletados no período de 30 de agosto a 27 de setembro (referência) com os preços vigentes no período de 31 de julho a 29 de agosto (base).