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O IBGE acaba de divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que ficou em 0,70%, em linha com as expectativas de mercado. Em julho, o índice atingiu 1,33%, enquanto que, em agosto de 2000, o IPCA foi de 1,31%. O acumulado deste ano chega agora a 5,06%, levando a taxa em doze meses a 6,41%.
A queda na taxa, comparativamente ao mês anterior, deveu-se principalmente aos preços administrados, como da gasolina, cuja variação passou de 7,01% em julho para 0,98% em agosto. Em contrapartida, os preços dos alimentos apresentaram variação positiva de 0,83% em agosto, frente a uma alta de 0,67% durante o mês de julho. Já o item empregado doméstico, com uma variação positiva de 2,38%, apresentou a maior contribuição ao índice, de 0,08 ponto percentual. As tarifas elétricas subiram 1,21% no período, devido ao reajuste de 14% ocorrido na cidade de Belém, válido a partir de 7 de agosto.
A cidade de Porto Alegre registrou, em agosto, o índice regional mais baixo (+0,35%), enquanto Salvador ficou com o maior índice (+1,14%). A principal importância do índice é que foi o escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação firmada com o FMI.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, referindo-se às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 09 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia e de Brasília.